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Resenha escrita (COM SPOILERS): Difamação - Renée Knight

Livro: Difamação
Autora: Renée Knight
Editora: Suma Páginas: 240
Nota1,5
⚠️CONTÉM SPOILERS
⚠️Alerta de gatilho: est_pr0, overd0se, suíc1di0

Sinopse

Catherine Ravenscroft chegou à meia-idade levando uma vida perfeitamente normal: é casada, tem um filho, ama o emprego, gosta de ler nas horas vagas. Agora que o filho cresceu e seguiu seu próprio rumo, ela e o marido decidiram se mudar para uma casa menor. Em meio ao caos da mudança, Catherine encontra O completo estranho, um livro que não se lembra de ter comprado. Intrigada, ela inicia a leitura, mas logo se dá conta de algo terrível. O que está ali não é ficção. A narrativa traz, com riqueza de detalhes, o dia em que Catherine se tornou refém de um segredo sombrio. Até então, ela achava que ninguém mais sabia o que havia acontecido naquele verão, vinte anos antes. Pelo menos ninguém ainda vivo. Agora o mundo perfeito de Catherine está desmoronando, e sua única esperança é encarar o que realmente aconteceu naquele dia fatídico. Mesmo que a verdade possa destruí-la.


Minha opinião

Bem, gente, vocês sabem que eu sou muito de dizer que cada leitura é valida e o que não funcionou pra mim pode funcionar pra você e tenho muita resistência em bater o martelo dizendo que um livro é ruim mas esse aqui eu não tenho como defender não e vou contar tudo pra vocês nessa resenha com spoilers. É claro que se você ainda quiser ler, tudo bem, é por sua conta em risco, mas você poderia usar seu tempo em uma leitura melhor. 

Então vamos lá!

Aqui nós temos Catherine, ela tem um segredo que ninguém sabe, ou pelo menos ela acredita que todas as pessoas que poderiam saber já estão mortas. Até que ela recebe um livro de presente em casa e ao começar a ler ela percebe que é a história dela que está ali naquele livro e começa a se desesperar com medo de que seu marido descubra e fica ainda mais apavorada ao saber que seu filho tb recebeu uma cópia. 

Mas a pessoa que está fazendo terror psicológico com ela decide levar a história pro marido dela também e ainda entregando fotos bem comprometedoras, então ela resolve ir atrás do responsável por isso e contar toda a verdade. 

Agora eu vou contar todos os detalhes do que existe nesse livro que ela e o filho receberam, o conteúdo das fotos e o segredo. 

O livro conta uma história de uma mulher que viajou com seu marido e filho e um jovem que viajou com sua namorada. O marido da mulher precisa retornar antes da viagem com a família por causa do trabalho mas pede que o filho e a esposa aproveitem o restante da viagem e a namorada da jovem retorna por problemas com a família. Então a mulher acaba conhecendo o jovem e eles tem uma noite de amor que foi registrada pela câmera do jovem enquanto o filho dorme no quarto.

No dia seguinte, a mulher vai pra praia com o filho e compra um bote que ele tanto queria. Ela então, cansada da noite anterior, acaba cochilando na praia e o bote se afasta, a mulher trava de desespero e o jovem resolve ir atrás da criança pra salvá-lo, ele consegue entregar o bote da criança pra outras pessoas que conseguiram salvar o menino mas suas forças estão esgotadas do esforço que fez e ele acaba morrendo afogado. 

Aí vocês devem estar se perguntando: "Nossa, mas por que é ruim? Qual o segredo dela? Que o filho quase morreu por culpa dela ou o caso que ela teve?" Nem um, nem outro. E aí que tudo desanda nesse livro. 

Quem escreveu o livro foi a mãe do jovem num ato de raiva por ter perdido o filho e quem enviou o livro pra mulher foi o pai do jovem. Ele encontrou o manuscrito e as fotos e resolveu se vingar depois de tantos anos (20 anos) da morte do filho. Só quem sabia do segredo era o jovem que morreu no mar e a mãe pq elas se encontraram uma vez e a mulher achou que era uma boa se abrir com uma estranha (Mulher, pelo amor de Deus???) e ela não sabia que o marido dessa mulher estava vivo porque a mulher disse que ele tinha morrido, mas eles apenas não estavam vivendo juntos.

Calma, gente, ainda tem mais bomba vindo aí. Quando a mulher vai confrontar o homem que veio fazer terror psicológico com ela depois de tanto tempo ela contou toda a verdade. Ela não teve um caso com o jovem, ele apareceu no quarto de hotel dela e a est_pr0u, as fotos foram feitas com ele mandando ela fazer poses e com medo do que ele poderia fazer com seu filho, ela posou. 

Então como ela se identificou com um livro que não refletia a verdade? COMO?

Ao saber disso, o pai do jovem se sente muito culpado por ter ido atrás dela, ter arruinado o casamento dela entregando as fotos pro marido dela e também fazendo o filho dela surtar e ter uma overd0se ao enviar as mesmas imagens através de um perfil falso pro filho dela.

O filho dela se recupera, mas ela prefere não voltar pro marido porque ele ficou muito mais ofendido com a possibilidade de uma traição que uma confirmação de est_pr0, embora eu ache que esse comportamento seja natural visto que o estupro não é com consentimento. E eu até entendo os motivos pra ela não querer contar, o culpado já estava morto mesmo. Mas enfim, ainda não acabou. 

O pai do jovem simplesmente resolve tacar fogo em tudo e por fim se jogar na fogueira???? Eu entendo que talvez você perceber que seu filho não é quem você pensava e perceber que sua esposa provavelmente sabia disso e resolveu passar pano pra essa situação e criar uma visão totalmente deturpada onde colocava seu filho como vítima por ter caído na lábia de uma mulher mais velha e morrido pra salvar o filho dela pode ser muito, mas não motivo para chegar a tanto. E sabe o que é pior? Ele praticamente coloca o filho como mártir. Ele diz que possivelmente o filho salvou a criança como uma forma de sacrifício porque se sentia culpado. 
PELAMOR DE DEUS 

E por fim, depois de fazer essa mulher reviver seu trauma ele resolve deixar a casa, na qual 
ele se mat0u no quintal, pra ela. Como se uma casa de herança fosse resolver tudo que ela sofreu na mão dessa família. 

E lá ela encontra um negativo de uma foto não revelada. Ela vê seu filho pela fresta da porta no dia do estupro, ou seja, ele presenciou tudo e a autora coloca isso como se o trauma do que ele presenciou tenha feito ele ser da forma que é, sendo que ele insiste que não lembra de nada e geralmente crianças são tão curiosas que no dia seguinte mesmo do acontecido ele teria perguntado algo. 

Enfim, é um livro com uma infinidade de furos, uma coisa extremamente absurda colocar est_pr4dor como mártir, e olha que eu sempre vou com a mente muito aberta pra livros de suspenses e terror mas aqui a gente não tem um narrador não-confiável pra tentar justificar essa decisão da autora de escrever 
a morte do jovem como sacrifício. De péssimo gosto e nada salva nesse livro já que você nem ao menos consegue sentir apego por algum personagem já que no início, por causa do manuscrito, a Catherine é colocada como vilã. 

E olha, eu juro que não estou tentando fazer difamação (bah dum tss) desse livro não, é porque ele é realmente muito problemático e o enredo não é bem amarrado. 

E aí? Vocês já leram esse livro? Compartilham da mesma opinião? Me conta aí nos comentários se você assim como eu ficou indignado ou indignada com esse livro. 

Você pode adquirir o livro aqui.

Por Amanda Rocha

  

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Resenha escrita (COM SPOILERS): A paciente silenciosa - Alex Michaelides

 

 Livro: A paciente silenciosa
Autor: Alex Michaelides
Editora: Record Páginas: 428
Nota: 2,5
⚠️CONTÉM SPOILERS

Sinopse

"Só ela sabe o que aconteceu.
Só ele pode fazê-la falar."

 A paciente silenciosa é um daqueles livros que não saem da cabeça do leitor, quer ele queira, quer não.

Alicia Berenson tinha uma vida perfeita. Ela era uma pintora famosa casada com um fotógrafo bem-sucedido e morava numa área nobre de Londres que dá para o parque de Hampstead Heath. Certa noite, Gabriel, seu marido, voltou tarde para casa depois de um ensaio para a Vogue, e de repente a vida de Alicia mudou completamente...

Alicia tinha 33 anos quando deu cinco tiros no rosto do marido, e ela nunca mais disse uma palavra.

A recusa de Alicia a falar ou a dar qualquer explicação transforma essa tragédia doméstica em algo muito maior ― um mistério que atrai a atenção do público e aumenta ainda mais a fama da pintora. Entretanto, enquanto seus quadros passam a ser mais valorizados que nunca, ela é levada para o Grove, um hospital psiquiátrico judiciário na zona norte de Londres.

Enquanto isso, Theo Faber é um psicoterapeuta forense que espera há muito tempo por uma oportunidade de trabalhar com Alicia. Ele tem certeza de que é a pessoa certa para lidar com o caso. No entanto, sua determinação para fazê-la falar e desvendar o mistério de por que ela atirou no marido o arrasta para um caminho tortuoso que sugere que as raízes do silêncio de Alicia são muito mais profundas do que ele jamais poderia imaginar.

Porém, se ela falar, ele será capaz de ouvir a verdade?


Minha opinião

Esse foi o livro que escolhemos para Janeiro na Leitura Coletiva Dark. Sempre vimos muitos elogios sobre ele mas infelizmente não foi uma experiência muito boa para mim. Sempre ressalto isso: o que não foi bom para mim pode ser ótimo para você, minha opinião aqui é totalmente pessoal, nada tema ver com técnica porque minhas análises são puramente de leitora, eu não sou crítica literária e nem dona da razão. Acho até legal ver opiniões diferentes e falar sobre, então caso tenha gostado do livro, eu adoraria ler sua opinião nos comentários também. Mas vamos lá discorrer um pouco sobre isso.

Primeiramente vou falar como é a trama do livro. O livro é narrado pelo psicoterapeuta Theo. Ele conta que um belo dia uma pintora chamada Alicia foi condenada pela morte de seu marido. A polícia encontrou a mulher ensanguentada olhando na direção do marido que morreu com tiros na cabeça.  No entanto, ela parou de falar depois do crime, então sem provas e sem ter como se defender, ela acaba sendo julgada como inimputável, e é internada em um hospital psiquiátrico.

Vou começar a falar do que gostei no livro: o ritmo dele é bom, bem fluido.  Eu de fato fiquei curiosa para saber o que tava acontecendo no início. Gostei do autor ter usado a mitologia grega de Alceste no livro.

No entanto, o artifício de diário da suspeita alternado com a trama em andamento eu já tinha visto em outro livro que não direi qual é pra não dar spoiler dele. Então eu já percebi que todos os outros suspeitos que o autor tentava trazer era somente por pura distração, até porque a motivação deles não era tão forte porque sabemos que geralmente quando matam por ciúme é aquela coisa do "se não vai ficar comigo, não vai ficar com ninguém", então quem estaria morta seria Alicia, não seu marido. Poderia até ter sido porque ele a defendeu, mas pela cena do crime não houve nenhum confronto.

Theo consegue um emprego no hospital que Alicia está e por fim, consegue até fazer Alicia falar. E aí que tudo desanda.

O autor tenta passar pra gente que Theo está sendo traído ao mesmo tempo que está tratando Alicia,  quando de repente do nada ele puxa da cartola que a traição acontecia no passado. O amante da esposa de Theo era o marido morto de Alicia. Theo era o homem que esteve espionando a casa de Alicia e esteve na casa no dia do incidente.

E porque ficou difícil de tragar a história? Eu sou muito questionadora. Qual foi a motivação do Theo ter ido até o hospital pra querer tanto tratar Alicia? Simples curiosidade para saber a verdade? Ele se sentia culpado e queria ajudar ou pelo menos tirar a culpa de si? Valia a pena mesmo o risco só por isso?

Alicia resolveu falar só porque queria testá-lo contando uma história falsa, mas se a todo momento ele fingiu não a conhecer porque seria diferente agora? E por fim ela não parou de falar pelo choque da morte, ela simplesmente estava interpretando Alceste o tempo todo, o que sinceramente não me convence muito porque é necessária muita força de vontade pra não falar por puro capricho. Tá, ela sentiu que tinha sido morta pelo marido porque ele a condenou pra morrer no seu lugar quando Theo esteve na casa ameaçando-os e isso a relembrou de um momento na infância com seu pai. Ok, foi um trauma. Mas daí seguir uma mitologia porque quer dar um brilho para incrementar o crime que cometeu me pareceu bem forçado.

Por fim, o autor opta por nos mostrar uma página do diário bem decisiva falando do envolvimento de Theo bem antes da polícia descobrir, o que pra mim foi um balde de água fria. E se Theo saiu da casa de Alicia no dia do incidente sem matar o marido dela e Alicia sendo a verdadeira culpada, o que realmente Alicia tinha pra provar contra ele? Invasão de domicílio? E por que ela tinha medo dele se a assassina era ela? Ok, ele poderia perder o registro por isso e se tornar o fracassado que seu pai sempre achou que seria, mas o que ele acaba fazendo é muito pior. Sendo acusado de tentativa de homicídio e se Alicia não tivesse escrito ainda tinha o risco de ela acordar do coma e contar tudo, já que ele não a matou. Era muito melhor nunca ter ido ao hospital. Ela silenciosa era muito mais vantajoso pra ele.

No fim das contas, os traumas de ambos podem tê-los deixados somente malucos. Como diz o livro, um bebê é uma folha branca e o que determina o que ele será é como ele é criado, mas de qualquer forma, achei as motivações e soluções muito fracas e não funcionou tão bem pra mim. O autor é roteirista, esse foi o primeiro livro dele, eu poderia tentar aliviar um pouco pra ele por isso, mas roteirista também escreve e Ali Land escreveu somente Menina boa, menina má e foi um livro que achei ótimo, então é complicado.

Bem, gente, é isso. Fiquem à vontade para discordar e me digam aí nos comentários quais os thrillers favoritos de vocês.

Você pode adquirir o livro aqui.

Por Amanda Rocha

 

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Resenha: Trilogia Bill Hodges - Stephen King

Livros: Mr. Mercedes, Achados e Perdidos e O Último Turno (Trilogia Bill Hodges)
Autor:  Stephen King
Editora: Suma
Nota: 4,5


Sinopse

Ainda é madrugada e, em uma falida cidade do Meio-Oeste, centenas de pessoas fazem fila em uma feira de empregos, desesperadas para conseguir trabalho. De repente, um único carro surge, avançando para a multidão. O Mercedes atropela vários inocentes, antes de recuar e fazer outra investida. Oito pessoas são mortas e várias ficam feridas. O assassino escapa. Meses depois, o detetive Bill Hodges ainda é atormentado pelo fracasso na resolução do caso, e passa os dias em frente à TV, contemplando a ideia de se matar. Ao receber uma carta de alguém que se autodenomina o Assassino do Mercedes, Hodges desperta da aposentadoria deprimida, decidido a encontrar o culpado. Mr. Mercedes narra uma guerra entre o bem e o mal, e o mergulho de Stephen King na mente obsessiva e psicótica desse assassino é tão arrepiante quanto inesquecível.


Minha opinião

Instigante. Tensa. Repleta de reviravoltas com personagens apaixonantes e antagonistas odiáveis. Ao dar vida a trilogia Bill Hodges, Stephen King foi capaz de transmitir ao leitor todas essas sensações, mas nada prepara o leitor para conhecer a mente insana e calculista de Brady Hartsfield e as motivações ambiciosas e egoístas do velho Morris Bellamy. Respire fundo e prepare-se para conhecer o pior da natureza humana.

A aventura se inicia em Mr.Mercedes, o primeiro livro da trilogia apresenta ao leitor o detetive aposentado Bill Hodges, o inquieto Jerome Robinson e a complicada Holly Gibney. Juntos, o trio inicia uma caçada mortal e contra o tempo para impedir o temido Assassino do Mercedes, responsável por um atropelamento em massa no passado e uma ferida aberta no coração de Hodges, de cometer outro massacre.

Depois de lutarem contra o insano e calculista Assassino do Mercedes, em Achados e Perdidos, o trio de investigadores se depara com o caso de Peter Saubers, um garoto de treze anos que está sendo perseguido pelo velho e implacável Morris Bellamy. Mais uma vez, Hodges, Jerome e Holly entram na mira de um assassino poderoso e vingativo. 

Em O Último Turno, o desfecho da trilogia Bill Hodges, voltamos ao vilão do primeiro livro. Brady se encontra no hospital após os acontecimentos finais de Mr. Mercedes e acaba descobrindo novas habilidades, ele está usando outras pessoas para conseguir seus objetivos e ao mesmo tempo ficar fora do radar de Bill Hodges. Do outro lado, Bill, Holly e Jerome lidam com acontecimentos misteriosos sem saber que o Assassino do Mercedes está por trás de tudo, executando um audacioso plano de vingança.

Na trilogia Bill Hodges, King mostra o quanto pode ser versátil e dominar qualquer gênero, utilizando o suspense como ponto chave da história e envolvendo o leitor em um sentimento de tensão. King não vai pelos meios convencionais, em vez de construir uma trama onde precisamos descobrir quem é o assassino, ele nos apresenta uma trama de gato e rato onde ficamos nos perguntando o que Brady ou Morris farão em seguida e o que Bill, Holly e Jerome irão fazer para entender a mente de um psicopata e detê-los antes que uma tragédia aconteça.

Ao longo do tempo King algumas vezes foi acusado de não saber finalizar suas histórias e infelizmente no caso de Mr. Mercedes podemos ver isso, King dá um rumo pra história que dá a impressão que ele estava meio perdido e não sabia pra onde ir, a trilogia em si é genial, mas infelizmente King escorrega um pouco no final, mas de qualquer forma é uma história que vale a pena ser lida.

Você pode adquirir os livros aqui.

Por Priscila Biancardi e João Marcos

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Resenha: Cabo do medo - John MacDonald

Livro: Cabo do medo
Autor: John MacDonald
Editora: DarkSide Books
Páginas: 224
Nota: 4,5⭐+🧡


Sinopse

Violento e visceral, Cabo do Medo foi publicado pela primeira vez nos anos 1950 e deixou leitores atormentados com sua narrativa brutal. Agora, é com muito orgulho que a DarkSide® Books recebe John D. MacDonald e sua obra-prima em nossa casa dos horrores. Até onde você iria para salvar aqueles que mais ama? Por catorze anos, o condenado Max Cady nutriu um ódio por Sam Bowden, um advogado de sucesso que ostenta uma família margarina e que, ao atuar como seu defensor público, pouco fez para evitar que ele fosse parar atrás das grades. Agora um homem livre, Max retorna à sociedade com sangue nos olhos e enlouquecido por uma sede de vingança pelo tempo e família que perdeu. E decide fazer com que toda a família de Sam pague por seu erro.


Minha opinião

Sam Bowden é um advogado bem sucedido, sócio de uma firma de advocacia que vai muito bem nos negócios, tem uma linda esposa e três lindos filhos, mas antes de se tornar advogado, Sam era Tenente no Exército dos Estados Unidos e estava em uma missão quando flagrou um soldado estuprando uma menina de 14 anos. Claro que ele não pensou duas vezes em denunciar o caso e servir de testemunha para que o soldado fosse preso. Após o julgamento, o soldado Max Cady é condenado à prisão.




13 anos depois, Max consegue sua liberdade e a única coisa que pensa é em vingança. Ele vai fazer com que Sam se arrependa por ter feito Max perder sua família e por tê-lo feito passar tantos anos atrás das grades. Uma caçada tem início: de um lado alguém que acha que deve fazer justiça com as próprias mãos e do outro, alguém que quer proteger todos que ama. Quem vai conseguir sair vitorioso nesse cabo do medo?

Cabo do Medo foi publicado originalmente em 1957 e agora possui essa edição maravilhosa da Darkside. Temos aqui um thriller clássico que serviu de inspiração para muitos outros. John MacDonald tem uma escrita muito fácil e leve que consegue prender a atenção do leitor logo no primeiro capítulo.


MacDonald consegue em poucas páginas criar toda uma atmosfera de suspense com situações tensas que nos faz pensar o pior do ser humano. Em alguns momentos o autor sai do foco principal e nos apresenta um pouco da vida de Sam e de sua esposa, Carol, mas isso de forma alguma me incomodou, afinal, como podemos simpatizar com personagens que não conhecemos direito?

Cabo do Medo não é um livro cheio de grandes acontecimentos, mas o autor soube muito bem como deixar um clima de tensão na narrativa, a todo momento eu ficava me perguntando "o que será que o Max vai fazer agora?", e enquanto a gente não descobre o que ele vai fazer, não consegue largar o livro.


O final foi perfeito, é um final realista, nada mirabolante, que é algo que me irrita muito quando acontece. A única ressalva que eu tenho é: achei que o Max poderia ter sido mais explorado, mas entendo que o autor quis dar mais destaque para o que as pessoas fariam nesse situação. Mesmo assim acho que ele poderia ter tirado um ou dois capítulos para nos mostrar um pouco a visão do Max. Foi a única coisa que me impediu de dar nota máxima, de qualquer forma, é um livro que vale muito a pena ser lido.

Cabo do Medo ganhou duas adaptações, a primeira em 1962, com direção de J. Ler Thompson e Robert Mitchum e Gregory Peck no elenco. A segunda em 1991, dirigida por Martin Scorsese, contou com Robert De Niro (novidade), Nick Nolte, Jessica Lange e Juliette Lewis no elenco. Essa adaptação rendeu a Robert De Niro uma indicação ao Oscar, mas ele não ganhou.

Você pode adquiri-lo aqui.

Por Priscila Biancardi

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Resenha: Não confie em ninguém - Charlie Donlea

Livro: Não confie em ninguém
Autor: Charlie Donlea
  Editora: Faro Editorial
Páginas: 352
Nota: 3,2
Livro lido na maratona #FaroEmCasa do @faroniacos


Sinopse

O melhor livro de Charlie Donlea - até agora. O destino de Grace Sebold toma um rumo inesperado durante uma tranquila viagem com o namorado. O rapaz é assassinado... e ela é condenada pelo crime. Depois de dez anos na prisão, surge a chance de Grace provar sua inocência ao conhecer a cineasta Sidney. Em um documentário que exibe as falhas do processo, a cineasta questiona se a condenação foi fruto de incompetência policial ou se a jovem foi vítima de uma conspiração. Antes do término das filmagens, o clamor popular leva o caso ser reaberto, mas um novo fato provoca uma reviravolta: Sidney recebe uma carta anônima afirmando que ela está sendo enganada pela assassina. A cineasta começa a investigar o passado de Grace e quanto mais se aprofunda na história, mais dúvidas aparecem. No entanto, agora, o que está em jogo não é apenas a repentina fama e carreira, mas sua própria vida.


Minha opinião

Essa foi minha primeira experiência com o Charlie e comecei pelo que dizem ser o melhor livro dele. Priscila já tinha lido A garota do lago e gostado.

Em Não confie em ninguém, acompanhamos Sidney Ryan, uma cineasta conhecida por fazer trabalhos que provam a inocência de presidiários condenados erroneamente. Em busca de uma nova história para seu primeiro documentário solo em tempo real, ela decide ajudar Grace Sebold, uma conhecida que foi condenada pela morte de seu namorado na época, cuja estadia na cadeia já completa 10 anos.

Vamos explicar melhor porque esse não se tornou um de nossos favoritos. Vou começar dizendo os pontos positivos. Depois que conheci o trabalho da Tess Gerritsen no thriller médico O cirurgião, me encantei por cenas de autópsias e investigações bem descritas e aqui eu não posso negar que isso acontece. A tentativa de Charlie de nos enganar trazendo diversos personagens e informações novas, assim como faz Harlan Coben, também é válida. E de certa forma, é um livro que te prende.

No entanto, como bem observou a Priscila, ele quis chocar os leitores, mas só conseguiu criar situações extremamente forçadas e ainda deixou muitas pontas soltas, o que em um thriller não pode acontecer de forma alguma.

E para mim o que mais me incomodou foi o thriller ser previsível. No começo do livro eu já suspeitava de alguém e essa pessoa nunca saiu do topo da lista porque eu entendi a forma que o autor estava conduzindo o livro. Não que isso seja totalmente ruim porque ele entregou um final condizente com o início, mas em thrillers eu gosto de ser surpreendida.

E embora eu goste de montar o quebra cabeça para descobrir o final, Charlie soltou detalhes demais logo de cara, depois soltou mais algumas e tentou despistar a gente sem muito sucesso... Priscila terminou primeiro o livro e conforme eu lia, ia falando minhas suspeitas sobre quem matou e a arma do crime pra ela e infelizmente eu estava certa.

Outra coisa que me incomodou bastante foi uma parte do documentário conduzido com base na entrevista com uma terceira pessoa que não estava presente no momento da conversa que é descrita. Como ela poderia saber o que conversaram? Ainda mais a conversa sendo tão incriminadora.

Enfim, eu realmente não sei se é porque eu e Priscila consumimos muito thrillers, mas infelizmente esse recebeu nota 3,0 da Priscila e 3,5 minha dando uma média de 3,2. Pretendo ler outros livros do autor e espero que a experiência seja melhor.

Você pode adquiri-lo aqui.

Por Amanda Rocha e Priscila Biancardi


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Em coho colleen hoover galera record livro resenha suspense thriller thriller romântico verity

Resenha: Verity - Coleen Hoover

Livro: Verity
Autora: Colleen Hoover
  Editora: Galera Record
Páginas: 320
Nota:⭐⭐⭐⭐+❤️


Sinopse

O amor é capaz de superar a pior das verdades?

Verity Crawford é a autora best-seller por trás de uma série de sucesso. Ela está no auge de sua carreira, aclamada pela crítica e pelo público, no entanto, um súbito e terrível acidente acaba interrompendo suas atividades, deixando-a sem condições de concluir a história… E é nessa complexa circunstância que surge Lowen Ashleigh, uma escritora à beira da falência convidada a escrever, sob um pseudônimo, os três livros restantes da já consolidada série.

Para que consiga entender melhor o processo criativo de Verity com relação aos livros publicados e, ainda, tentar descobrir seus possíveis planos para os próximos, Lowen decide passar alguns dias na casa dos Crawford, imersa no caótico escritório de Verity – e, lá, encontra uma espécie de autobiografia onde a escritora narra os fatos acontecidos desde o dia em que conhece Jeremy, seu marido, até os instantes imediatamente anteriores a seu acidente – incluindo sua perspectiva sobre as tragédias ocorridas às filhas do casal.

Quanto mais o tempo passa, mais Lowen se percebe envolvida em uma confusa rede de mentiras e segredos, e, lentamente, adquire sua própria posição no jogo psicológico que rodeia aquela casa. Emocional e fisicamente atraída por Jeremy, ela precisa decidir: expor uma versão que nem ele conhece sobre a própria esposa ou manter o sigilo dos escritos de Verity?

“Distintamente sinistro, com um verdadeiro toque de [Colleen] Hoover. Estive esperando um thriller como esse por anos.” – Tarryn Fisher, coautora da série Nunca Jamais

Minha opinião

Já começo essa resenha dizendo que sem dúvidas Colleen Hoover foi uma das melhores descobertas que fiz esse ano e fico me questionando porque demorei tanto para conhecer o trabalho da autora. A autora, carinhosamente chamada de CoHo, me conquistou com É assim que acaba e simplesmente me arrebatou com Verity.

Como vocês sabem, eu gosto de saber o mínimo de detalhes possíveis sobre um livro que eu queira ler, então tudo que eu sabia sobre esse era que a protagonista era escritora e que seu gênero era um thriller romântico, coisa que já me fez pirar porque se essa mulher me conquistou com drama, imagina com thriller que é meu gênero favorito.

E simplesmente nada, nada, nada, nada poderia ter me preparado para esse livro, nem mesmo sua sinopse olhando agora.

CoHo já consegue prender nossa atenção logo no início do livro. A cada capítulo um novo elemento vai se encaixando ao quebra-cabeça te deixando mais curioso e criando diversas teorias na mente, para somente no último capítulo revelar a trama.

O jogo só acaba quando termina? Aqui não, meus amigos. Verity é um livro que vai te deixar pensando por dias e ficar obcecado para ouvir a teoria de outros leitores.

CoHo nos presenteou com um thriller de tirar o fôlego e que faz jus ao nome que recebe, uma vez que Verity significa verdade, porque lendo esse livro o que você mais fará é questionar o que é verdade e o que não é.

Surpreendente e com uma linguagem muito fluida, Colleen me fez finalizar esse enredo em apenas três dias (Priscila leu também e terminou em 2 dias) e me apaixonar definitivamente por sua escrita.

Mais do que recomendado!

Você pode adquiri-lo aqui.

Por Amanda Rocha

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