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Resenha: Cabo do medo - John MacDonald

Livro: Cabo do medo
Autor: John MacDonald
Editora: DarkSide Books
Páginas: 224
Nota: 4,5⭐+🧡


Sinopse

Violento e visceral, Cabo do Medo foi publicado pela primeira vez nos anos 1950 e deixou leitores atormentados com sua narrativa brutal. Agora, é com muito orgulho que a DarkSide® Books recebe John D. MacDonald e sua obra-prima em nossa casa dos horrores. Até onde você iria para salvar aqueles que mais ama? Por catorze anos, o condenado Max Cady nutriu um ódio por Sam Bowden, um advogado de sucesso que ostenta uma família margarina e que, ao atuar como seu defensor público, pouco fez para evitar que ele fosse parar atrás das grades. Agora um homem livre, Max retorna à sociedade com sangue nos olhos e enlouquecido por uma sede de vingança pelo tempo e família que perdeu. E decide fazer com que toda a família de Sam pague por seu erro.


Minha opinião

Sam Bowden é um advogado bem sucedido, sócio de uma firma de advocacia que vai muito bem nos negócios, tem uma linda esposa e três lindos filhos, mas antes de se tornar advogado, Sam era Tenente no Exército dos Estados Unidos e estava em uma missão quando flagrou um soldado estuprando uma menina de 14 anos. Claro que ele não pensou duas vezes em denunciar o caso e servir de testemunha para que o soldado fosse preso. Após o julgamento, o soldado Max Cady é condenado à prisão.




13 anos depois, Max consegue sua liberdade e a única coisa que pensa é em vingança. Ele vai fazer com que Sam se arrependa por ter feito Max perder sua família e por tê-lo feito passar tantos anos atrás das grades. Uma caçada tem início: de um lado alguém que acha que deve fazer justiça com as próprias mãos e do outro, alguém que quer proteger todos que ama. Quem vai conseguir sair vitorioso nesse cabo do medo?

Cabo do Medo foi publicado originalmente em 1957 e agora possui essa edição maravilhosa da Darkside. Temos aqui um thriller clássico que serviu de inspiração para muitos outros. John MacDonald tem uma escrita muito fácil e leve que consegue prender a atenção do leitor logo no primeiro capítulo.


MacDonald consegue em poucas páginas criar toda uma atmosfera de suspense com situações tensas que nos faz pensar o pior do ser humano. Em alguns momentos o autor sai do foco principal e nos apresenta um pouco da vida de Sam e de sua esposa, Carol, mas isso de forma alguma me incomodou, afinal, como podemos simpatizar com personagens que não conhecemos direito?

Cabo do Medo não é um livro cheio de grandes acontecimentos, mas o autor soube muito bem como deixar um clima de tensão na narrativa, a todo momento eu ficava me perguntando "o que será que o Max vai fazer agora?", e enquanto a gente não descobre o que ele vai fazer, não consegue largar o livro.


O final foi perfeito, é um final realista, nada mirabolante, que é algo que me irrita muito quando acontece. A única ressalva que eu tenho é: achei que o Max poderia ter sido mais explorado, mas entendo que o autor quis dar mais destaque para o que as pessoas fariam nesse situação. Mesmo assim acho que ele poderia ter tirado um ou dois capítulos para nos mostrar um pouco a visão do Max. Foi a única coisa que me impediu de dar nota máxima, de qualquer forma, é um livro que vale muito a pena ser lido.

Cabo do Medo ganhou duas adaptações, a primeira em 1962, com direção de J. Ler Thompson e Robert Mitchum e Gregory Peck no elenco. A segunda em 1991, dirigida por Martin Scorsese, contou com Robert De Niro (novidade), Nick Nolte, Jessica Lange e Juliette Lewis no elenco. Essa adaptação rendeu a Robert De Niro uma indicação ao Oscar, mas ele não ganhou.

Você pode adquiri-lo aqui.

Por Priscila Biancardi

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Resenha: A volta do mistério - Paula Barros

Livro: A volta do mistério
Autora: Paula Barros
  Editora: Viseu
Páginas: 124
Livro gentilmente cedido em parceria com a autora


Sinopse

Tudo parecia bem com Luísa e Gustavo quando algo inesperado acontece para dar uma reviravolta no mistério dos cupcakes.

Muitas surpresas e revelações acontecem neste segundo livro da série "Mistérios", com novos personagens envolvidos!

Será que o nosso casal preferido vai superar mais este mistério entre eles?


Minha opinião

Esse é o livro 2 da série Mistérios e Cupcakes, a resenha do livro um você pode conferir aqui. Por isso, é inevitável não ter alguns poucos spoilers referentes ao primeiro livro.

No primeiro livro, após a tentativa de sequestro de Luísa, Luísa e Gustavo conversaram sobre o mistério entre eles e nesse livro finalmente resolvem que esse mistério ficou no passado, que o amor entre eles é maior e Gustavo entende que Luísa não pode ser culpada por algo que não podia controlar.

Eles pensam que tudo aquilo realmente ficou no passado e que o cartel responsável pela perda de Gustavo e a tentativa de sequestro de Luísa já estava toda morta ou presa. No entanto, eles não contavam que a chefe do cartel tinha uma irmã que conseguira fugir e pretende se vingar de cada envolvido na emboscada que matara sua irmã.

Esse, sem dúvidas, foi meu favorito até agora. O ritmo do livro é como o do primeiro: tem romance, tem drama, muita ação e você também vai passar muita raiva com a irmã de Vilma, sendo assim impossível de largar para saber o que Paula nos reserva.

E como tem partes emocionantes nesse livro! Conhecemos melhor a vida de Matheus, colega de trabalho e amigo de Luísa, que enfrenta alguns problemas familiares que causam grande impacto em sua vida, vemos o drama de Regina que está enfrentando complicações em sua primeira gravidez e outras coisas envolvendo a família de Gustavo que vocês terão que ler para descobrir.

Para conhecer esse mistério, adquira o livro aqui, lembrando que a versão digital dos livros estão gratuitas para você poder aproveitá-los na quarentena.

Por Amanda Rocha

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Resenha: O corvo - James O'Barr

Graphic Novel: O corvo
Autor: James O'barr
  Editora: DarkSide 
Páginas: 272
Nota:⭐⭐⭐


Sinopse

E se a morte não fosse o fim para quem deseja vingança? A partir de uma tragédia pessoal, James O’Barr criou a história de Eric Draven, o protagonista de O CORVO que retorna para perseguir seus assassinos depois que estes interromperam uma vida de sonhos ao lado de sua amada Shelly. Sucesso desde quando começou a ser publicada de forma seriada e independente, em 1981, a jornada espiritual e a incapacidade de vencer o luto tocaram fundo os leitores, que se aproximaram de O’Barr, muitos de forma reverente. Outra tragédia marcaria o personagem: na adaptação de O CORVO para o cinema, Brandon Lee, que interpretava o protagonista, foi morto acidentalmente durante as filmagens, por uma bala de verdade, que deveria ser de festim. Todos esses incidentes, aliados à arte em preto e branco, as citações musicais de ícones do pós-punk e o lirismo de James O’Barr, carregam a graphic novel com uma sombria melancolia, que cativou e tocou o coração dos leitores ao redor do planeta. A versão definitiva deste clássico dos quadrinhos traz a força da arte e dos textos góticos de O’Barr, em edição mais que especial. Além de reunir a história completa criada pelo autor na época do lançamento, O CORVO ― Edição Definitiva apresenta ainda trinta páginas de artes inéditas, e uma sequência que o quadrinista não se sentiu a vontade para produzir nos anos 1980, conforme O’Barr confessa na introdução inédita.Ler esta edição é uma oportunidade de reviver e de conhecer os anos 1980 por um viés bastante sensível e belo, que perpetua o legado da obra original: a poderosa jornada de um anjo vingativo e a celebração do amor verdadeiro, de forma tão intensa, inteligente e inesquecível como sua concepção original.

Minha opinião

Sexta-feira 13 pede uma resenha dark, né?

Na Graphic Novel, conhecemos Eric Draven. Ele era um cara completamente apaixonado por sua esposa. Com muitos planos e sonhos com ela, já com a casa em reforma e noivos, em uma saída de carro para comemorar o noivado tudo isso muda...

O carro enguiça e pro azar e desespero deles, a gangue de T-bird cruza seu caminho. Eles passam pela estrada fazendo muita bagunça e quando percebem a presença de Eric e sua noiva, Shelly, resolvem voltar para "ajudar".

Eric percebendo o quão drogados estão e prevendo confusão, rejeita a ajuda, pede que Shelly se tranque no carro e acenda os faróis e isso só faz com que eles fiquem mais valentões. Na tentativa de proteger sua amada, ele insiste que não façam nada com ela, mas é atingido por tiros e pra sua infelicidade, ele sobrevive...

"A vida é tomada de dor, mas também cintila de beleza.
Não perca a chance de fazer parte da beleza.
Talvez não tenha outra."

Eric passa pelos piores momentos de sua vida lá, como um filme cruel passando em sua frente sem que ele pudesse fazer nada, apesar dos avisos do corvo que dizia para que ele não olhasse. Mas quando ele se recupera  resolve que vai se vingar de um por um daquela noite em que ele perdeu sua vida, a menina que era Shelly.

O corvo é uma graphic novel bastante violenta, afinal de contas é muito movida pela vingança, mas é uma obra também carregada de sofrimento.

James O'Barr conseguiu passar através das figuras e palavras toda a melancolia, culpa e devoção que Eric sentia por sua amada. Também não é pra menos, existe muito de James em Eric. James perdeu uma grande amiga quando ela se encaminhava para socorrê-lo de mais uma de suas bebedeiras e a culpa que ele sente por isso foi muito bem transportada para Eric.

Eric é um personagem empático apesar de tudo. Sua violência se direciona apenas para os que lhe fizeram mal. Ele também tem uma dose de sarcasmo em suas falas que confesso me fez rir em alguns momentos.


O corvo é uma graphic novel acima de tudo muito poética e de cortar o coração. Ela deu origem ao filme homônimo que de forma trágica e curiosa tirou a vida do jovem ator e artista marcial Brandon Lee, filho do famoso Bruce Lee.

Segundo um documentário do Discovery Channel, é comum usarem armas reais com festim em sets de filmagem, que é um cartucho sem balas, só com muita pólvora para produzir o clarão. Como não há bala, ela está segura. No entanto, esqueceram que uma bala estava presa no cano há duas semanas. Essa bala estava lá para a gravação de uma outra cena anterior. A chamavam de bala falsa porque não tinha pólvora e por isso consideravam-a segura. Mas estavam enganados.

A bala havia sido empurrada para o cano onde ficava praticamente invisível a menos que se olhasse dentro o cano, portanto ninguém a viu. No momento do acidente o perito de arma de fogo não estava presente e quando o ator disparou contra Brandon Lee todos demoraram para entender que o que tinha acontecido era real. A bala entrou no abdômen de Brandon e se alojou próximo à coluna. Ele passou por uma cirurgia de 10 horas e nunca mais recobrou a consciência...

James O'Barr tinha Brandon como um amigo e também se sentiu muito culpado pelo incidente mas recebeu muito apoio da noiva do ator que o consolou dizendo que não era sua culpa. E finalmente se perdoou.

"E nunca, nunca teremos medo.
O medo é para o inimigo.
O medo e os tiros."

Já conheciam toda a história por trás de O corvo?

Você pode adquiri-la aqui.

Por Amanda Rocha

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