Autora: Renée Knight
Editora: Suma Páginas: 240
Nota: 1,5⭐
⚠️CONTÉM SPOILERS
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Postado em sexta-feira, 23 de setembro de 2022
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Postado em terça-feira, 12 de junho de 2018

Foto por: @raffaellotteryo
Livro: Com amor, Simon
Autora: Becky Albertalli
Editora: Intrínseca
Páginas: 272
Nota: 5/5
Minha opinião
Querido leitor.
Eu sou um romancista de primeira, não posso negar. Topar com Simon VS A agenda Homo Sapiens (atualmente, Com Amor, Simon) foi mais do que uma simples leitura, foi uma experiência.
Simon Spiers é um garoto gay de dezessete anos que vê seu mundo cair quando seus e-mails íntimos e anônimos com Blue são descobertos por Martin, um aluno do colégio, que propõe uma troca de favores (leia-se chantagem) entre os dois, para não ter o segredo revelado, Simon tem que ajudar Martin a conquistar Abby, uma amiga dele. Ter seu grande segredo descoberto e ser chantageado é como um terremoto na vida de Simon, cada olhar, cada indireta, tudo parecia ter um tom de ‘‘Faça o que eu mando, ou...’’.
No meio de todo esse estardalhaço, ainda havia um mistério a saber. Quem é Blue? O garoto anônimo com quem Simon conversa sobre seu dia a dia, sobre seus sentimentos e sobre ‘‘Sair do Armário’’ vai tomando cada vez mais seus pensamentos e sua curiosidade. O grande primeiro encontro dos dois é uma coisa linda de se ler, a primeira troca de olhares, o primeiro toque, o primeiro beijo. Entre momentos tensos das ameaças sutis de Martin e suspiros por Blue, o livro se desenrola de uma maneira leve e solta, o que te faz sofrer quando percebe o final se aproximando.
A atmosfera que envolve o livro é incrível. Estamos acostumados a ver romances héteros à vontade nas prateleiras, mas um romance gay e adolescente é um verdadeiro chute que balança esse padrão. Além de lidar com todas as fases que a adolescência oferece, Simon ainda é consumido pela dúvida de sair ou não do armário, o simples fato de falar que ama o sexo semelhante pode consumir alguém até uma explosão, ou estardalhaço, e a maneira como a autora desenvolve isso é maravilhoso.
Simon VS A agenda Homo Sapiens é um romance adolescente lindo, emocionante e um suporte para todos que guardam algo dentro de si, além de um grito de esperança para um mundo melhor.
Espero que você goste.
Com amor, João.
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Postado em quinta-feira, 31 de maio de 2018

Livro: A mulher na janela
Autor: A. J. Finn
Editora: Arqueiro
Páginas: 352
Nota: 5/5
Sinopse
Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e... espionando os vizinhos.
Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir.
Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo? E quem está no controle?
Neste thriller diabolicamente viciante, ninguém – e nada – é o que parece. 'A mulher na janela' é um suspense psicológico engenhoso e comovente que remete ao melhor de Hitchcock.
Minha opinião
"Não é paranoia se está realmente acontecendo"
Acho que a primeira coisa que devemos comentar é que dá para perceber que o autor teve muito carinho ao escrever esse livro porque pesquisou bastante desde filmes clássicos a problemas psicológicos/psiquiátricos e medicamentos.
E para um livro de estreia, A. J. Finn se saiu muito bem e se continuar nesse ritmo ao escrever outros títulos certamente se tornará um autor memorável.
A mulher na janela demora um pouco pra pegar ritmo, mas quando o livro começa a engatar não conseguimos mais soltar.
O livro gira em torno de Anna, uma mulher com seus 30 e tantos anos, que devido a traumas não consegue sair de casa. Certa noite, Anna vê algo que a faz questionar sua sanidade.
O que mais me atraiu nesse livro foi o fato de falar sobre a síndrome do pânico e agorafobia, nunca havia lido nada com essas temáticas. Sem contar que o livro é narrado em primeira pessoa, o que aumenta a sensação de realidade.
A mulher na janela foi uma ótima experiência com algo novo pra mim, acho que é uma leitura muito importante pra quem quer entender como é a vida de uma pessoa com vários distúrbios psicológicos, e principalmente para aprender a ter empatia.
E se quiserem um motivo extra para ler, o livro que foi vendido para mais de 35 países, será adaptado para as telonas pela 20th Century Fox.
Você consegue comprá-lo aqui: A Mulher na Janela
Por Amanda Rocha e Priscila Biancardi
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Postado em quarta-feira, 25 de abril de 2018

Livro: Belas maldições
Autor: Neil Gaiman e Terry Pratchett
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 350
Nota: 3/5
Sinopse
O mundo vai acabar em um sábado. No próximo sábado, e ainda por cima antes do jantar. O que é um grande problema para Crowley, o demônio mais acessível do Inferno, residente na Terra, e sua contraparte e velho amigo Aziraphale, anjo genuíno e dono de livraria em Londres. Depois de quatro mil anos vivendo entre os humanos, eles pegaram um gosto pelo mundo, e o Armagedom lhes parece um evento bastante inconveniente. Então, para evitar o fim do mundo, precisam encontrar a chave de tudo: o jovem Anticristo, agora um menino de 11 anos vivendo tranquilamente em uma cidadezinha inglesa. Em seu caminho, acabarão trombando com uma jovem ocultista, dona do único livro que prevê precisamente os acontecimentos do fim do mundo, caçadores de bruxas ainda na ativa e, quem sabe, até os Quatro Cavaleiros do Apocalipse. Mas eles precisam ser rápidos. Não é só o tempo que está acabando...
Minha opinião
Belas Maldições foi minha primeira experiência com Neil Gaiman e posso dizer que estou sem reação.
Belas Maldições é sobre o Apocalipse e como Crowley, um demônio, e Aziraphale, um anjo, tentam impedir o fim do mundo por estarem apegados ao modo de vida dos humanos, o plano dos dois fica mais difícil quando descobrem que o Anticristo está desaparecido.
A escrita de Neil Gaiman é confusa, estamos acostumados a ver o Apocalipse como um evento de proporções épicas e quando topamos com um Apocalipse meio cômico e “parado", notamos uma diferença em como o autor trata o tema como se fosse mais um empecilho na vida de alguém.
Essa fórmula foi realmente inovadora, mas a escrita de Neil Gaiman e Terry Pratchett deixaram a desejar durante todo o livro, as situações cômicas pareciam mais um show de stand up amador no qual as piadas arrancam risos uma vez ou outra. O grupo de crianças presente no livro tenta ser aquele típico grupinho de crianças dos anos 80, porém o único autor que conheço que fez isso de forma marcante foi Stephen King e seu Clube dos Perdedores. Belas Maldições é um livro chato e maduro, uma das minhas personalidades é chata e madura e por isso não achei o livro tão chato.
As últimas 50 páginas finalmente ficaram do jeito que eu esperava, foram as que me deram um gás para terminar o livro e ler um final confuso, mas aceitável.
No final, Belas Maldições é um livro que retrata a missão de dois companheiros para livrar a Terra do Apocalipse, poderia ser surpreendente, mas não foi. Só nos resta esperar que a adaptação para série se saia bem.

David Tennant como Crowley e Michael Sheen
como Aziraphale nas gravações da série.
Por João Marcos