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Resenha escrita (COM SPOILERS): Difamação - Renée Knight

Livro: Difamação
Autora: Renée Knight
Editora: Suma Páginas: 240
Nota1,5
⚠️CONTÉM SPOILERS
⚠️Alerta de gatilho: est_pr0, overd0se, suíc1di0

Sinopse

Catherine Ravenscroft chegou à meia-idade levando uma vida perfeitamente normal: é casada, tem um filho, ama o emprego, gosta de ler nas horas vagas. Agora que o filho cresceu e seguiu seu próprio rumo, ela e o marido decidiram se mudar para uma casa menor. Em meio ao caos da mudança, Catherine encontra O completo estranho, um livro que não se lembra de ter comprado. Intrigada, ela inicia a leitura, mas logo se dá conta de algo terrível. O que está ali não é ficção. A narrativa traz, com riqueza de detalhes, o dia em que Catherine se tornou refém de um segredo sombrio. Até então, ela achava que ninguém mais sabia o que havia acontecido naquele verão, vinte anos antes. Pelo menos ninguém ainda vivo. Agora o mundo perfeito de Catherine está desmoronando, e sua única esperança é encarar o que realmente aconteceu naquele dia fatídico. Mesmo que a verdade possa destruí-la.


Minha opinião

Bem, gente, vocês sabem que eu sou muito de dizer que cada leitura é valida e o que não funcionou pra mim pode funcionar pra você e tenho muita resistência em bater o martelo dizendo que um livro é ruim mas esse aqui eu não tenho como defender não e vou contar tudo pra vocês nessa resenha com spoilers. É claro que se você ainda quiser ler, tudo bem, é por sua conta em risco, mas você poderia usar seu tempo em uma leitura melhor. 

Então vamos lá!

Aqui nós temos Catherine, ela tem um segredo que ninguém sabe, ou pelo menos ela acredita que todas as pessoas que poderiam saber já estão mortas. Até que ela recebe um livro de presente em casa e ao começar a ler ela percebe que é a história dela que está ali naquele livro e começa a se desesperar com medo de que seu marido descubra e fica ainda mais apavorada ao saber que seu filho tb recebeu uma cópia. 

Mas a pessoa que está fazendo terror psicológico com ela decide levar a história pro marido dela também e ainda entregando fotos bem comprometedoras, então ela resolve ir atrás do responsável por isso e contar toda a verdade. 

Agora eu vou contar todos os detalhes do que existe nesse livro que ela e o filho receberam, o conteúdo das fotos e o segredo. 

O livro conta uma história de uma mulher que viajou com seu marido e filho e um jovem que viajou com sua namorada. O marido da mulher precisa retornar antes da viagem com a família por causa do trabalho mas pede que o filho e a esposa aproveitem o restante da viagem e a namorada da jovem retorna por problemas com a família. Então a mulher acaba conhecendo o jovem e eles tem uma noite de amor que foi registrada pela câmera do jovem enquanto o filho dorme no quarto.

No dia seguinte, a mulher vai pra praia com o filho e compra um bote que ele tanto queria. Ela então, cansada da noite anterior, acaba cochilando na praia e o bote se afasta, a mulher trava de desespero e o jovem resolve ir atrás da criança pra salvá-lo, ele consegue entregar o bote da criança pra outras pessoas que conseguiram salvar o menino mas suas forças estão esgotadas do esforço que fez e ele acaba morrendo afogado. 

Aí vocês devem estar se perguntando: "Nossa, mas por que é ruim? Qual o segredo dela? Que o filho quase morreu por culpa dela ou o caso que ela teve?" Nem um, nem outro. E aí que tudo desanda nesse livro. 

Quem escreveu o livro foi a mãe do jovem num ato de raiva por ter perdido o filho e quem enviou o livro pra mulher foi o pai do jovem. Ele encontrou o manuscrito e as fotos e resolveu se vingar depois de tantos anos (20 anos) da morte do filho. Só quem sabia do segredo era o jovem que morreu no mar e a mãe pq elas se encontraram uma vez e a mulher achou que era uma boa se abrir com uma estranha (Mulher, pelo amor de Deus???) e ela não sabia que o marido dessa mulher estava vivo porque a mulher disse que ele tinha morrido, mas eles apenas não estavam vivendo juntos.

Calma, gente, ainda tem mais bomba vindo aí. Quando a mulher vai confrontar o homem que veio fazer terror psicológico com ela depois de tanto tempo ela contou toda a verdade. Ela não teve um caso com o jovem, ele apareceu no quarto de hotel dela e a est_pr0u, as fotos foram feitas com ele mandando ela fazer poses e com medo do que ele poderia fazer com seu filho, ela posou. 

Então como ela se identificou com um livro que não refletia a verdade? COMO?

Ao saber disso, o pai do jovem se sente muito culpado por ter ido atrás dela, ter arruinado o casamento dela entregando as fotos pro marido dela e também fazendo o filho dela surtar e ter uma overd0se ao enviar as mesmas imagens através de um perfil falso pro filho dela.

O filho dela se recupera, mas ela prefere não voltar pro marido porque ele ficou muito mais ofendido com a possibilidade de uma traição que uma confirmação de est_pr0, embora eu ache que esse comportamento seja natural visto que o estupro não é com consentimento. E eu até entendo os motivos pra ela não querer contar, o culpado já estava morto mesmo. Mas enfim, ainda não acabou. 

O pai do jovem simplesmente resolve tacar fogo em tudo e por fim se jogar na fogueira???? Eu entendo que talvez você perceber que seu filho não é quem você pensava e perceber que sua esposa provavelmente sabia disso e resolveu passar pano pra essa situação e criar uma visão totalmente deturpada onde colocava seu filho como vítima por ter caído na lábia de uma mulher mais velha e morrido pra salvar o filho dela pode ser muito, mas não motivo para chegar a tanto. E sabe o que é pior? Ele praticamente coloca o filho como mártir. Ele diz que possivelmente o filho salvou a criança como uma forma de sacrifício porque se sentia culpado. 
PELAMOR DE DEUS 

E por fim, depois de fazer essa mulher reviver seu trauma ele resolve deixar a casa, na qual 
ele se mat0u no quintal, pra ela. Como se uma casa de herança fosse resolver tudo que ela sofreu na mão dessa família. 

E lá ela encontra um negativo de uma foto não revelada. Ela vê seu filho pela fresta da porta no dia do estupro, ou seja, ele presenciou tudo e a autora coloca isso como se o trauma do que ele presenciou tenha feito ele ser da forma que é, sendo que ele insiste que não lembra de nada e geralmente crianças são tão curiosas que no dia seguinte mesmo do acontecido ele teria perguntado algo. 

Enfim, é um livro com uma infinidade de furos, uma coisa extremamente absurda colocar est_pr4dor como mártir, e olha que eu sempre vou com a mente muito aberta pra livros de suspenses e terror mas aqui a gente não tem um narrador não-confiável pra tentar justificar essa decisão da autora de escrever 
a morte do jovem como sacrifício. De péssimo gosto e nada salva nesse livro já que você nem ao menos consegue sentir apego por algum personagem já que no início, por causa do manuscrito, a Catherine é colocada como vilã. 

E olha, eu juro que não estou tentando fazer difamação (bah dum tss) desse livro não, é porque ele é realmente muito problemático e o enredo não é bem amarrado. 

E aí? Vocês já leram esse livro? Compartilham da mesma opinião? Me conta aí nos comentários se você assim como eu ficou indignado ou indignada com esse livro. 

Você pode adquirir o livro aqui.

Por Amanda Rocha

  

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Resenha: Com amor, Simon - Becky Albertalli

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Foto por: @raffaellotteryo


Livro: Com amor, Simon
Autora: Becky Albertalli
Editora: Intrínseca
Páginas: 272
Nota: 5/5


Sinopse

Ele não vê problemas em sua orientação sexual, mas rejeita a ideia de ter que ficar dando explicação para as pessoas — afinal, por que só os gays têm que se apresentar ao mundo? Enquanto troca e-mails com um garoto misterioso que se identifica como Blue, Simon vai ter que enfrentar, além de suas dúvidas e inseguranças, uma chantagem inesperada.



Minha opinião

Querido leitor.


Eu sou um romancista de primeira, não posso negar. Topar com Simon VS A agenda Homo Sapiens (atualmente, Com Amor, Simon) foi mais do que uma simples leitura, foi uma experiência.
Simon Spiers é um garoto gay de dezessete anos que vê seu mundo cair quando seus e-mails íntimos e anônimos com Blue são descobertos por Martin, um aluno do colégio, que propõe uma troca de favores (leia-se chantagem) entre os dois, para não ter o segredo revelado, Simon tem que ajudar Martin a conquistar Abby, uma amiga dele. Ter seu grande segredo descoberto e ser chantageado é como um terremoto na vida de Simon, cada olhar, cada indireta, tudo parecia ter um tom de ‘‘Faça o que eu mando, ou...’’.
No meio de todo esse estardalhaço, ainda havia um mistério a saber. Quem é Blue? O garoto anônimo com quem Simon conversa sobre seu dia a dia, sobre seus sentimentos e sobre ‘‘Sair do Armário’’ vai tomando cada vez mais seus pensamentos e sua curiosidade. O grande primeiro encontro dos dois é uma coisa linda de se ler, a primeira troca de olhares, o primeiro toque, o primeiro beijo. Entre momentos tensos das ameaças sutis de Martin e suspiros por Blue, o livro se desenrola de uma maneira leve e solta, o que te faz sofrer quando percebe o final se aproximando.
A atmosfera que envolve o livro é incrível. Estamos acostumados a ver romances héteros à vontade nas prateleiras, mas um romance gay e adolescente é um verdadeiro chute que balança esse padrão. Além de lidar com todas as fases que a adolescência oferece, Simon ainda é consumido pela dúvida de sair ou não do armário, o simples fato de falar que ama o sexo semelhante pode consumir alguém até uma explosão, ou estardalhaço, e a maneira como a autora desenvolve isso é maravilhoso.
Simon VS A agenda Homo Sapiens é um romance adolescente lindo, emocionante e um suporte para todos que guardam algo dentro de si, além de um grito de esperança para um mundo melhor.


Espero que você goste.


Com amor, João.



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Resenha: A mulher na janela - A. J. Finn

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Livro: A mulher na janela
Autor: A. J. Finn
Editora: Arqueiro
Páginas: 352
Nota: 5/5


Sinopse


Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e... espionando os vizinhos.


Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir.


Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo? E quem está no controle?


Neste thriller diabolicamente viciante, ninguém – e nada – é o que parece. 'A mulher na janela' é um suspense psicológico engenhoso e comovente que remete ao melhor de Hitchcock.





Minha opinião


"Não é paranoia se está realmente acontecendo"


Acho que a primeira coisa que devemos comentar é que dá para perceber que o autor teve muito carinho ao escrever esse livro porque pesquisou bastante desde filmes clássicos a problemas psicológicos/psiquiátricos e medicamentos.
E para um livro de estreia, A. J. Finn se saiu muito bem e se continuar nesse ritmo ao escrever outros títulos certamente se tornará um autor memorável.


A mulher na janela demora um pouco pra pegar ritmo, mas quando o livro começa a engatar não conseguimos mais soltar.
O livro gira em torno de Anna, uma mulher com seus 30 e tantos anos, que devido a traumas não consegue sair de casa. Certa noite, Anna vê algo que a faz questionar sua sanidade.
O que mais me atraiu nesse livro foi o fato de falar sobre a síndrome do pânico e agorafobia, nunca havia lido nada com essas temáticas. Sem contar que o livro é narrado em primeira pessoa, o que aumenta a sensação de realidade.
A mulher na janela foi uma ótima experiência com algo novo pra mim, acho que é uma leitura muito importante pra quem quer entender como é a vida de uma pessoa com vários distúrbios psicológicos, e principalmente para aprender a ter empatia.


E se quiserem um motivo extra para ler, o livro que foi vendido para mais de 35 países, será adaptado para as telonas pela 20th Century Fox.


Você consegue comprá-lo aqui: A Mulher na Janela



Por Amanda Rocha e Priscila Biancardi

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Resenha: Belas maldições - Neil Gaiman e Terry Pratchett

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Livro: Belas maldições
Autor: Neil Gaiman e Terry Pratchett
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 350
Nota: 3/5


Sinopse


O mundo vai acabar em um sábado. No próximo sábado, e ainda por cima antes do jantar. O que é um grande problema para Crowley, o demônio mais acessível do Inferno, residente na Terra, e sua contraparte e velho amigo Aziraphale, anjo genuíno e dono de livraria em Londres. Depois de quatro mil anos vivendo entre os humanos, eles pegaram um gosto pelo mundo, e o Armagedom lhes parece um evento bastante inconveniente. Então, para evitar o fim do mundo, precisam encontrar a chave de tudo: o jovem Anticristo, agora um menino de 11 anos vivendo tranquilamente em uma cidadezinha inglesa. Em seu caminho, acabarão trombando com uma jovem ocultista, dona do único livro que prevê precisamente os acontecimentos do fim do mundo, caçadores de bruxas ainda na ativa e, quem sabe, até os Quatro Cavaleiros do Apocalipse. Mas eles precisam ser rápidos. Não é só o tempo que está acabando...






Minha opinião


Belas Maldições foi minha primeira experiência com Neil Gaiman e posso dizer que estou sem reação.

Belas Maldições é sobre o Apocalipse e como Crowley, um demônio, e Aziraphale, um anjo, tentam impedir o fim do mundo por estarem apegados ao modo de vida dos humanos, o plano dos dois fica mais difícil quando descobrem que o Anticristo está desaparecido.

A escrita de Neil Gaiman é confusa, estamos acostumados a ver o Apocalipse como um evento de proporções épicas e quando topamos com um Apocalipse meio cômico e “parado", notamos uma diferença em como o autor trata o tema como se fosse mais um empecilho na vida de alguém.

Essa fórmula foi realmente inovadora, mas a escrita de Neil Gaiman e Terry Pratchett deixaram a desejar durante todo o livro, as situações cômicas pareciam mais um show de stand up amador no qual as piadas arrancam risos uma vez ou outra. O grupo de crianças presente no livro tenta ser aquele típico grupinho de crianças dos anos 80, porém o único autor que conheço que fez isso de forma marcante foi Stephen King e seu Clube dos Perdedores. Belas Maldições é um livro chato e maduro, uma das minhas personalidades é chata e madura e por isso não achei o livro tão chato.

As últimas 50 páginas finalmente ficaram do jeito que eu esperava, foram as que me deram um gás para terminar o livro e ler um final confuso, mas aceitável.

No final, Belas Maldições é um livro que retrata a missão de dois companheiros para livrar a Terra do Apocalipse, poderia ser surpreendente, mas não foi. Só nos resta esperar que a adaptação para série se saia bem.


Resultado de imagem para belas maldições serie


David Tennant como Crowley e Michael Sheen
como Aziraphale nas gravações da série.


Por João Marcos

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