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Resenha: F*ck Love Louco Amor - Tarryn Fisher

Livro: F*ck Love - Louco Amor
Autora: Tarryn Fisher
  Editora: Faro Editorial
Páginas: 288
Nota: 

Sinopse

Helena Conway se apaixonou.Contra sua vontade. Perdidamente. Mas não sem motivo. Kit Isley é o oposto dela – desencanado, espontâneo, alguém diferente de todos os homens que conheceu.Ele parece o seu complemento. Poderia ser tão perfeito. Se Kit não fosse o namorado da sua melhor amiga. Helena deve desafiar seu coração, fazer a coisa certa e pensar nos outros. Mas ela não o faz.“Tentar se afastar da pessoa amada é como tentar se afogar. Você decide fugir da vida, pulando na água, mas vai contra a natureza não buscar o ar. Seu corpo clama por oxigênio; sua mente insiste que você precisa de ar. Então você acaba subindo à superfície, arfando, incapaz de negar a si mesma essa necessidade básica de ar. De amor. De desejo ardente. ”Você pode pensar que já viu histórias parecidas, mas nunca tão genuínas como essa. Tarryn, a escritora apaixonada por personagens reais, heroínas imperfeitas, mais uma vez entrega algo forte, pulsante, que nos faz sofrer mas também nos vicia. Depois dela, todas as outras histórias começam a parecer como contos de fadas. Se você não quer se viciar, não leia a primeira página.


Minha opinião

Helena é uma pessoa muito prática, gosta de números e gosta de viver na sua zona de conforto, ela namora Neil e está feliz com isso, um relacionamento sossegado e previsível… Até que Helena tem um sonho e nele ela não só não namora mais com Neil, como também está casada com Kit, namorado da sua melhor amiga, Della e morando em Washington.

Após o sonho Helena decide que quer mudar vários aspectos da sua vida, ela sabe que é uma pessoa previsível e acomodada, e essa mudança é ainda mais incentivada quando ela descobre que Neil, seu namorado, está a traindo e pior ainda, engravidou outra mulher.

"Nós dois estávamos em busca de algo que fosse verdadeiro. Algumas vezes, a verdade de uma pessoa é o amor de outra."

Durante o livro vemos Helena fazendo coisas que ela diz que jamais faria antes do sonho, algumas pessoas podem pensar que ela está se tornando outra pessoa, mas eu entendi que ela finalmente se encontrou, se tornou uma pessoa mais corajosa, fazendo as coisas que tem vontade de fazer.

Helena e Della são amigas há anos, mas a amizade delas não me pareceu nada legal. Della é extremamente egocêntrica e usa a Helena para fazer todas as suas vontades e o que mais me irritou é que a Helena deixa. Della não pensa duas vezes em abandonar Helena quando conhece algum cara, deixando assim a amizade de lado. Uma clara amizade abusiva, mas Helena tem grande carinho por Della, o que faz com que ela não se incomode com os abusos da amiga. Obviamente isso não pode ser usado como justificava para Helena eventualmente querer ficar com Kit.

"Por que as mulheres parecem inclinadas a acreditar que a culpa é delas quando um escroto desleal e galinha dorme com outra garotas?"

Helena se vê em uma sinuca de bico, agora apaixonada de verdade pelo namorado da melhor amiga e não sabe o que fazer. Ela tem consciência de que deveria se afastar imediatamente dele, mas não consegue, parece que algo sempre a atrai para ele já que ele também se apaixona por ela. A atitude de Kit perante essa situação me deixou extremamente incomodada, ele está apaixonado por Helena e não tem a coragem de conversar com Della sobre isso, segue ficando com a namorada gostando de outra como se nada tivesse acontecendo e pior, alimentando as esperanças de Helena.

A química entre Kit e Helena é inegável, mesmo não acontecendo nada romântico entre eles, mas a química fica clara nas pequenas coisas, um parece completar o outro e isso só torna as coisas mais difíceis para Helena.

"Você só começa a procurar a verdade quando alguma coisa dá terrivelmente errado e você percebe que precisa buscar respostas."

No meio da história acho que a autora se perde um pouco porque em certo momento Helena decide que quer ir para Washington, lugar onde se passava seu sonho e onde também Kit morava, o problema não é ela querer se mudar, mas sim as escolhas sem pé e nem cabeça que ela tomou quando se muda pra lá. Outro sinal de que a autora se perdeu também foi o fato de ter inserido um personagem totalmente sem noção no final do livro, até agora não entendi a troco de que ele apareceu.

O ponto alto do livro pra mim é todo o amadurecimento da Helena, antes vista como uma pessoa acomodada, agora resolve largar tudo e se aventurar em outro estado, atuando em uma área totalmente diferente do que a que ela estudou, tendo novas experiências e conhecendo novas pessoas e principalmente se libertando de toda a dependência que tinha de sua amiga.

"Esse é o lado ruim de ser jovem. Você não faz ideia de todas as mudanças que estão por vir. E quando elas enfim chegam, não importa o quanto as pessoas o tenham avisado, você fica de fato surpreso."

F*ck Love é um livro com personagens extremamente reais, principalmente Helena, por isso até relevo as escolhas duvidosas que eles fazem, afinal todo mundo erra. Diversas vezes eu me pegava pensando no que faria se estivesse no lugar da Helena e só consigo chegar a conclusão de que é algo que a gente só poderia responder se passasse pela mesma situação. No geral é um bom livro e eu gostei, apesar das ressalvas que citei.

Você pode adquiri-lo aqui.
Por Priscila Biancardi

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Resenha: Não confie em ninguém - Charlie Donlea

Livro: Não confie em ninguém
Autor: Charlie Donlea
  Editora: Faro Editorial
Páginas: 352
Nota: 3,2
Livro lido na maratona #FaroEmCasa do @faroniacos


Sinopse

O melhor livro de Charlie Donlea - até agora. O destino de Grace Sebold toma um rumo inesperado durante uma tranquila viagem com o namorado. O rapaz é assassinado... e ela é condenada pelo crime. Depois de dez anos na prisão, surge a chance de Grace provar sua inocência ao conhecer a cineasta Sidney. Em um documentário que exibe as falhas do processo, a cineasta questiona se a condenação foi fruto de incompetência policial ou se a jovem foi vítima de uma conspiração. Antes do término das filmagens, o clamor popular leva o caso ser reaberto, mas um novo fato provoca uma reviravolta: Sidney recebe uma carta anônima afirmando que ela está sendo enganada pela assassina. A cineasta começa a investigar o passado de Grace e quanto mais se aprofunda na história, mais dúvidas aparecem. No entanto, agora, o que está em jogo não é apenas a repentina fama e carreira, mas sua própria vida.


Minha opinião

Essa foi minha primeira experiência com o Charlie e comecei pelo que dizem ser o melhor livro dele. Priscila já tinha lido A garota do lago e gostado.

Em Não confie em ninguém, acompanhamos Sidney Ryan, uma cineasta conhecida por fazer trabalhos que provam a inocência de presidiários condenados erroneamente. Em busca de uma nova história para seu primeiro documentário solo em tempo real, ela decide ajudar Grace Sebold, uma conhecida que foi condenada pela morte de seu namorado na época, cuja estadia na cadeia já completa 10 anos.

Vamos explicar melhor porque esse não se tornou um de nossos favoritos. Vou começar dizendo os pontos positivos. Depois que conheci o trabalho da Tess Gerritsen no thriller médico O cirurgião, me encantei por cenas de autópsias e investigações bem descritas e aqui eu não posso negar que isso acontece. A tentativa de Charlie de nos enganar trazendo diversos personagens e informações novas, assim como faz Harlan Coben, também é válida. E de certa forma, é um livro que te prende.

No entanto, como bem observou a Priscila, ele quis chocar os leitores, mas só conseguiu criar situações extremamente forçadas e ainda deixou muitas pontas soltas, o que em um thriller não pode acontecer de forma alguma.

E para mim o que mais me incomodou foi o thriller ser previsível. No começo do livro eu já suspeitava de alguém e essa pessoa nunca saiu do topo da lista porque eu entendi a forma que o autor estava conduzindo o livro. Não que isso seja totalmente ruim porque ele entregou um final condizente com o início, mas em thrillers eu gosto de ser surpreendida.

E embora eu goste de montar o quebra cabeça para descobrir o final, Charlie soltou detalhes demais logo de cara, depois soltou mais algumas e tentou despistar a gente sem muito sucesso... Priscila terminou primeiro o livro e conforme eu lia, ia falando minhas suspeitas sobre quem matou e a arma do crime pra ela e infelizmente eu estava certa.

Outra coisa que me incomodou bastante foi uma parte do documentário conduzido com base na entrevista com uma terceira pessoa que não estava presente no momento da conversa que é descrita. Como ela poderia saber o que conversaram? Ainda mais a conversa sendo tão incriminadora.

Enfim, eu realmente não sei se é porque eu e Priscila consumimos muito thrillers, mas infelizmente esse recebeu nota 3,0 da Priscila e 3,5 minha dando uma média de 3,2. Pretendo ler outros livros do autor e espero que a experiência seja melhor.

Você pode adquiri-lo aqui.

Por Amanda Rocha e Priscila Biancardi


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Resenha: Horror na colina de Darrington - Marcus Barcelos

LivroHorror na colina de Darrington
Autor: Marcus Barcelos
  Editora: Faro Editorial
Páginas: 144
Nota: 3,5⭐


Sinopse

Em 2004, Benjamin Simons deixa o orfanato em que viveu desde a infância para ajudar alguns parentes num momento difícil. No entanto, certa madrugada, a tranquilidade dacolina de Darrington é interrompida por um estranho pesadelo, que vai tomando formas reais a cada minuto. Logo, Ben descobre-se preso numa casa que abriga que abriga mistérios e parece próxima do inferno. Dez anos depois, Ben decide contartudo o que viveu, desvendando uma conspiração capaz de destruir até asua própria sanidade. Onde termina o inferno e começa a realidade?

Minha opinião

Ben, ou Benny como sua priminha chama, é um órfão que depois de crescido, vai morar com os tios na Colina de Darrington, buscando mudar de vida e ajudar na casa, visto que sua tia está acamada, sua prima mais velha está na faculdade, seu tio precisa sustentar a família e ele tem uma prima pequena, Carlinha.

No entanto, a casa tem um clima assustador e depois de 11 anos do acontecimento que mudou sua vida naquela casa, Ben resolve nos contar nesse livro todos os segredos que descobriu e como sobreviveu ao fatídico dia.

Desde que li o conto de Marcus Barcelos em Vozes do Joelma, Os treze, fiquei muito curiosa de conhecer outra obra do autor. É difícil falar muito sobre o livro sem dar spoilers, então tentarei ser breve.

O autor explica na introdução que o livro foi feito para ser uma história propositalmente curta mesmo, e eu já fiz várias resenhas de livros de terror curtos aqui e até mesmo contos que me surpreenderam.

No entanto, apesar da premissa do livro ser muito boa, o enredo é muito corrido e eu não consegui me conectar muito com os personagens, então quando algo acontecia com eles, eu não sentia o impacto, era como se os personagens apenas entrassem e saíssem.

Senti muita falta de saber um pouco mais sobre o passado deles antes de se mudarem para a colina e fiquei me questionando como um menor de idade fica em um orfanato por vontade própria mesmo sabendo da existência de uma família desde a infância.

O trabalho gráfico é lindíssimo. Possui documentos do depoimento de Ben para a polícia, fragmentos de jornais, entrevistas, do livro que sua tia escrevia antes do incidente e ilustrações muito bem feitas. O livro possui também referência à Creepypasta do monstro no armário e à cidade fictícia "Maine" de Stephen King.

Então, dei 3,5⭐(bom), por ter gostado da premissa e de alguns elementos no enredo. No entanto, o livro tem uma continuação, Dança da escuridão, que também divide opiniões, então acho que só poderei dar uma avaliação definitiva depois de conferir a continuação, embora uma continuação anule o fato do autor dizer que a história foi feita para ser propositalmente curta.

Existe um momento no livro que seria perfeito para finalizar e deixar um final em aberto nos fazendo questionar se tudo aquilo era real ou não. Então, penso que no fim das contas a maior questão no livro foi acabar tendo subtraído alguns detalhes mas se prolongado demais no desfecho.

Você pode adquiri-lo aqui.

Por Amanda Rocha




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Resenha: O escravo de capela - Marcos DeBrito

Livro: O escravo de capela
Autor: Marcos DeBrito
Editora: Faro Editorial
Páginas: 288
Nota:⭐⭐⭐⭐

Sinopse

Durante a cruel época escravocrata do Brasil Colônia, histórias aterrorizantes baseadas em crenças africanas e portuguesas deram origem a algumas das lendas mais populares de nosso folclore. Com o passar dos séculos, o horror de mitos assustadores foi sendo substituído por versões mais brandas. Em o Escravo de Capela, uma de nossas fábulas foi recriada desde a origem. Partindo de registros históricos para reconstruir sua mitologia de forma adulta, o autor criou uma narrativa tenebrosa de vingança com elementos mais reais e perversos. Aqui, o capuz avermelhado, sua marca mais conhecida, é deixado de lado para que o rosto de um escravo-cadáver seja encoberto pelo sudário ensanguentado de sua morte. Uma obra para reencontrar o medo perdido da lenda original e ver ressurgir um mito nacional de forma mais assustadora, em uma trama mórbida repleta de surpresas e reviravoltas.



Minha opinião

Já comentei com vocês que o Marcos DeBrito foi um autor revelação que me surpreendeu em 2019 e a cada obra que leio dele isso só se afirma.

Em O escravo de capela retornamos para a época escravocrata. Marcos DeBrito, apesar de trazer o toque sobrenatural para o enredo, consegue mais uma vez trazer o pior do ser humano, investindo em descrições de cenas com requinte de crueldade, conseguindo chocar o leitor como deveria.

Confesso que por se passar no período escravocrata e falar tanto das punições que os escravos sofriam, o início foi bem difícil para mim, mas uma vez que você vê o enredo se desenvolvendo entende o porquê de tudo aquilo. Claro que é lamentável saber que é tudo inspirado em uma época bem real, mas o desenrolar e a forma como o autor traz um tema tão forte para um livro de ficção dá para ver que além de fazer muita pesquisa, ele também procurou ser muito respeitoso à história.

"O instrumento, preso com um cadeado na parte de trás, escondia todo o seu rosto. Pequenos orifícios na direção dos olhos lhe permitiam enxergar apenas o suficiente para marchar sem cair ao chão, mas não o impediam de tropeçar nas pedras. O formato afunilado era para abrigar o nariz do coitado que a vestisse e furos acanhados na extremidade impediam um homem de morrer sufocado."

O que falar sobre a adição de elementos folclóricos? Era algo que eu realmente não esperava porque eu não leio nem sinopses antes de ler um livro, mas que caiu como uma luva no enredo! Impressionante como tudo se encaixou!

Marcos De Brito trouxe um terror de qualidade, muito bem elaborado e escrito e diferente de tudo que já li na vida! Mais do que recomendado!

E o debate foi simplesmente incrível! Pudemos contar com a presença do autor no grupo do Faroníacos no telegram e tirar várias dúvidas sobre a obra, o que só me deixou mais encantada ainda. Aprendi muito sobre vários detalhes que eu havia deixado passar batido.

Palavras do autor no debate: "Eu quis trazer essa ambiguidade, digamos assim. Os brancos, eles tinham o poder na mão e perpetravam horrores para os escravos que sofriam, enquanto eles, tipo num imaginário, criaram uma figura sobrenatural para enfrentar o verdadeiro horror. O terror real X o terror sobrenatural."

Você pode adquirir aqui.

Por Amanda Rocha


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Em a garota do lago charlie donlea faro editorial faroníacos mistério suspense thriller

Resenha: A garota do lago - Charlie Donlea

Livro: A garota do lago
Autor: Charlie Donlea
  Editora: Faro Editorial
Páginas: 296
Nota:⭐⭐⭐
Livro escolhido para Dezembro no Faroníacos

Sinopse

ALGUNS LUGARES PARECEM BELOS DEMAIS PARA SEREM TOCADOS PELO HORROR...

Summit Lake, uma pequena cidade entre montanhas, é esse tipo de lugar, bucólico e com encantadoras casas dispostas à beira de um longo trecho de água intocada. Duas semanas atrás, a estudante de direito Becca Eckersley foi brutalmente assassinada em uma dessas casas. Filha de um poderoso advogado, Becca estava no auge de sua vida. Atraída instintivamente pela notícia, a repórter Kelsey Castle vai até a cidade para investigar o caso.

E LOGO SE ESTABELECE UMA CONEXÃO ÍNTIMA QUANDO UM VIVO CAMINHA NAS MESMAS PEGADAS DOS MORTOS...

E enquanto descobre sobre as amizades de Becca, sua vida amorosa e os segredos que ela guardava, a repórter fica cada vez mais convencida de que a verdade sobre o que aconteceu  com Becca pode ser a chave para superar as marcas sombrias de seu próprio passado...

Minha opinião

Summit Lake é um lugar tranquilo, há anos não é registrado um assassinato na região, por isso Becca escolhe o lugar para estudar para suas provas finais, mas o que ela não sabia era que estava caminhando para a morte.

Becca foi brutalmente assassinada, o que chocou as pessoas da tranquila Summit Lake. Por que uma estudante de direito teria sido morta a sangue frio?

E é isso que a repórter Kelsey vai investigar. Aparentemente parece um caso comum de assassinato, mas Kelsey descobre que algumas pessoas estão fazendo de tudo para esconder informações relevantes da polícia. Será mesmo que se trata apenas de um simples assassinato?

Esse foi o meu primeiro contato com a escrita do Charlie Donlea e só consigo me perguntar por que eu demorei tanto assim pra ler algo dele.

No inicio pode parecer apenas mais um thriller, mas esse livro não tem nada de  comum e previsível, o Charlie sabe como prender a atenção do leitor e manter o  mistério, para isso ele vai liberando informações aos poucos, de modo que o  leitor descubra o plot apenas quando ele quer.

Estou ansiosa para ler mais livros do autor.

Por Priscila Biancardi.

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Resenha: Vozes do Joelma - Marcos DeBrito, Rodrigo de Oliveira, Marcus Barcelos, Victor Bonini e Tiago Toy

Livro: Vozes do Joelma
Autores: Marcos DeBrito, Rodrigo de Oliveira, Marcus Barcellos, Victor Bonini e apresentação de Tiago Toy
  Editora: Faro Editorial
Páginas: 288
Nota:⭐⭐⭐

Sinopse

Marcos DeBrito, Rodrigo de Oliveira, Marcus Barcelos e Victor Bonini são autores reconhecidos pela crueldade de seus personagens e grandes reviravoltas nas narrativas.

As mentes doentias por trás dos livros A Casa dos Pesadelos, O Escravo de Capela, Dança da Escuridão, Horror na Colina de Darrington, Quando ela desaparecer, O Casamento, Colega de Quarto, e da série As Crônicas dos Mortos, se uniram para criar versões perturbadoras sobre as tragédias que ocorreram em um terreno amaldiçoado, e convidaram o igualmente perverso Tiago Toy para se juntar na tarefa de despir os homicídios, acidentes e assombrações que permeiam um dos principais desastres brasileiros: o incêndio do edifício Joelma.

O trágico acontecimento deixou quase 200 mortos e mais de 300 feridos, além de ganhar as manchetes da época e selar o local com uma aura de maldição. Esse fato até hoje ecoa em boatos fantasmagóricos que envolvem a presença de espíritos inquietos nos corredores do prédio e lendas sobre lamúrias vindas dos túmulos onde corpos carbonizados foram enterrados sem identificação.

Algo que nem todos sabem, é que muito antes do Joelma arder em chamas no centro de São Paulo, o terreno já havia sido palco de um crime hediondo, no qual um homem matou a mãe e as irmãs e as enterrou no próprio jardim.

Devido às recorrentes tragédias que marcaram o local, há quem diga que ele é assombrado por ter servido como pelourinho, onde escravos eram torturados e executados. E sua maldição já fora identificada pelos índios, que deram-lhe o nome de Anhangabaú: águas do mal. Se as histórias são verdadeiras não se sabe... 

A única certeza é que a região onde ocorreu o incêndio tornou-se uma mina inesgotável de mistérios. E, neste livro, alguns deles estão expostos à loucura de autores que buscaram uma explicação.


Minha opinião

Quem me conhece sabe que sou muito fã de terror psicológico e suspense. Conheci o trabalho do Marcos DeBrito esse ano com o livro "A casa dos pesadelos", tive a oportunidade de conhecê-lo na Bienal e virei fã.

Assim que vi esse lançamento lá, já fiquei muito instigada porque a tragédia do Edifício Joelma é uma das mais chocantes que ocorreram no Brasil e que eu e Priscila já conversamos algumas vezes sobre.

Então quando surgiu a ideia de criar o fã-clube e leitura coletiva da Faro Editorial com a Ana do Café com Leitura, a Fernanda do Conduta Literária e o Gustavo do Leitura Enigmática, o Faroníacos, a escolha foi unânime: a primeira leitura seria Vozes do Joelma.

E que livrão, minha gente! Os contos se baseiam em fatos reais envolvendo o Edifício Joelma, com exceção do último, que é do Victor Bonini.

O primeiro conto, "Os mortos não perdoam", do autor Marcos DeBrito, fala sobre o Crime do Poço, um crime bem chocante que ocorreu em 1948 e chocou pela frieza e banalidade do motivo pelo qual levou um professor da USP matar suas irmãs e sua mãe e enterrar no poço de casa. Esse endereço, mais tarde, viria a ser do Edifício Joelma.

O segundo conto, "Nos deixem queimar", escrito pelo autor Rodrigo de Oliveira, fala um pouco do dia da tragédia usando artifícios sobrenaturais para deixar o clima ainda mais angustiante.

O terceiro conto, "Os treze", do autor Marcus Barcelos, fala um pouco sobre o mistério das 13 almas, que basicamente envolve relatos de pessoas que ouvem manifestações no cemitério onde estão enterradas as 13 pessoas não identificadas que morreram dentro do elevador do Edifício Joelma quando tentavam se salvar das chamas. Por já se tratar de um caso bem sobrenatural, o conto traz uma carga mais dramática.

O quarto e último conto, "Homem na escada", do autor Victor Bonini fala de um possível sobrevivente vivendo no Edifício Joelma em tempos futuros do dia da tragédia e um caso envolvendo mortes misteriosas.

Todos os contos foram brilhantemente desenvolvidos e não sei se deixei meu lado fã falar mais alto, mas meu conto favorito foi o do Marcos DeBrito. No entanto, é bom ressaltar que todos souberam muito bem trazer o sobrenatural com maestria e que mais uma vez afirmo que o terror/suspense nacional está em ótimas mãos.

E o que falar das introduções do Tiago Toy? O autor soube trazer o tom de cada conto, fazendo com que já iniciássemos a leitura cheios de expectativas. Foi meu primeiro contato com o autor e mesmo que sendo bem breve, já pude perceber a qualidade da escrita dele.

E gente, o que falar desse debate que tivemos no Faroníacos? Foi simplesmente memorável! Contamos com a presença do Tiago Toy e Marcus Barcelos que foram super solícitos e tiraram várias dúvidas do pessoal. Falamos sobre planos futuros, repercussão da obra, enfim, "Só quem viveu sabe, Gabi".

Quer participar dos próximos debates e leituras coletivas? Procure a gente no Faroníacos.

Você pode adquirir o livro aqui.

Por Amanda Rocha

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