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Resenha: Três assobios - Tiago Toy

Conto: Três assobios
Autor: Tiago Toy
Editora: Independente (KDP)
Páginas: 18
Nota:⭐⭐⭐⭐

Sinopse

Diego é um menino imaginativo que preferia estar entre livros ou assistindo a um bom filme de Lovecraft em vez do churrasco o qual foi submetido pelos pais. Após uma brincadeira sobrenatural com sua avó, envolvendo uma conhecida figura do folclore, Diego consegue convencer seu pai a levá-lo para casa. Entretanto, a imaginação tem dois lados e pode pregar peças nada agradáveis.


Minha opinião

Diego tem 11 anos e o que não lhe falta é imaginação, pudera, vive cercado de livros, mas também adora filmes, mas o que Diego não gosta mesmo é de interagir com as pessoas e sempre que pode, ele evita.

Nem preciso dizer que Diego detestou quando os pais disseram que teria um churrasco para ir, claro que o menino fez de tudo para ficar em casa, mas os pais fizeram questão que o garoto tivesse um momento de interação.

Chegando no churrasco Diego tem uma agradável surpresa, ele encontra a sua avó, que o menino adora devido as histórias de terror que ela conta, e é claro que no churrasco não seria diferente, então ele logo tratou de pedir a avó que lhe contasse uma história.

Como não podia ser diferente, a avó adora o neto e faz de tudo para agradar, então conta ao neto a história do Saci, o que nem avó e nem neto esperavam é que uma simples história desencadearia uma séria de acontecimentos desastrosos.


A escrita de Tiago Toy é apaixonante, em poucas páginas ele consegue desenvolver uma trama envolvente e com isso aguça a curiosidade do leitor, mas por mais que tente, você nunca vai adivinhar esse final e acredite, também não está preparado para o desfecho dessa história macabra. 

Você pode adquirir o conto aqui. Lembrando que o conto é gratuito para quem tem Kindle Unlimited.

Por Priscila Biancardi

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Resenha: O escravo de capela - Marcos DeBrito

Livro: O escravo de capela
Autor: Marcos DeBrito
Editora: Faro Editorial
Páginas: 288
Nota:⭐⭐⭐⭐

Sinopse

Durante a cruel época escravocrata do Brasil Colônia, histórias aterrorizantes baseadas em crenças africanas e portuguesas deram origem a algumas das lendas mais populares de nosso folclore. Com o passar dos séculos, o horror de mitos assustadores foi sendo substituído por versões mais brandas. Em o Escravo de Capela, uma de nossas fábulas foi recriada desde a origem. Partindo de registros históricos para reconstruir sua mitologia de forma adulta, o autor criou uma narrativa tenebrosa de vingança com elementos mais reais e perversos. Aqui, o capuz avermelhado, sua marca mais conhecida, é deixado de lado para que o rosto de um escravo-cadáver seja encoberto pelo sudário ensanguentado de sua morte. Uma obra para reencontrar o medo perdido da lenda original e ver ressurgir um mito nacional de forma mais assustadora, em uma trama mórbida repleta de surpresas e reviravoltas.



Minha opinião

Já comentei com vocês que o Marcos DeBrito foi um autor revelação que me surpreendeu em 2019 e a cada obra que leio dele isso só se afirma.

Em O escravo de capela retornamos para a época escravocrata. Marcos DeBrito, apesar de trazer o toque sobrenatural para o enredo, consegue mais uma vez trazer o pior do ser humano, investindo em descrições de cenas com requinte de crueldade, conseguindo chocar o leitor como deveria.

Confesso que por se passar no período escravocrata e falar tanto das punições que os escravos sofriam, o início foi bem difícil para mim, mas uma vez que você vê o enredo se desenvolvendo entende o porquê de tudo aquilo. Claro que é lamentável saber que é tudo inspirado em uma época bem real, mas o desenrolar e a forma como o autor traz um tema tão forte para um livro de ficção dá para ver que além de fazer muita pesquisa, ele também procurou ser muito respeitoso à história.

"O instrumento, preso com um cadeado na parte de trás, escondia todo o seu rosto. Pequenos orifícios na direção dos olhos lhe permitiam enxergar apenas o suficiente para marchar sem cair ao chão, mas não o impediam de tropeçar nas pedras. O formato afunilado era para abrigar o nariz do coitado que a vestisse e furos acanhados na extremidade impediam um homem de morrer sufocado."

O que falar sobre a adição de elementos folclóricos? Era algo que eu realmente não esperava porque eu não leio nem sinopses antes de ler um livro, mas que caiu como uma luva no enredo! Impressionante como tudo se encaixou!

Marcos De Brito trouxe um terror de qualidade, muito bem elaborado e escrito e diferente de tudo que já li na vida! Mais do que recomendado!

E o debate foi simplesmente incrível! Pudemos contar com a presença do autor no grupo do Faroníacos no telegram e tirar várias dúvidas sobre a obra, o que só me deixou mais encantada ainda. Aprendi muito sobre vários detalhes que eu havia deixado passar batido.

Palavras do autor no debate: "Eu quis trazer essa ambiguidade, digamos assim. Os brancos, eles tinham o poder na mão e perpetravam horrores para os escravos que sofriam, enquanto eles, tipo num imaginário, criaram uma figura sobrenatural para enfrentar o verdadeiro horror. O terror real X o terror sobrenatural."

Você pode adquirir aqui.

Por Amanda Rocha


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