Minha opinião
Quem me conhece sabe que sou muito fã de terror psicológico e suspense. Conheci o trabalho do Marcos DeBrito esse ano com o livro "A casa dos pesadelos", tive a oportunidade de conhecê-lo na Bienal e virei fã.
Assim que vi esse lançamento lá, já fiquei muito instigada porque a tragédia do Edifício Joelma é uma das mais chocantes que ocorreram no Brasil e que eu e Priscila já conversamos algumas vezes sobre.
E que livrão, minha gente! Os contos se baseiam em fatos reais envolvendo o Edifício Joelma, com exceção do último, que é do Victor Bonini.
O primeiro conto, "Os mortos não perdoam", do autor Marcos DeBrito, fala sobre o Crime do Poço, um crime bem chocante que ocorreu em 1948 e chocou pela frieza e banalidade do motivo pelo qual levou um professor da USP matar suas irmãs e sua mãe e enterrar no poço de casa. Esse endereço, mais tarde, viria a ser do Edifício Joelma.
O segundo conto, "Nos deixem queimar", escrito pelo autor Rodrigo de Oliveira, fala um pouco do dia da tragédia usando artifícios sobrenaturais para deixar o clima ainda mais angustiante.
O terceiro conto, "Os treze", do autor Marcus Barcelos, fala um pouco sobre o mistério das 13 almas, que basicamente envolve relatos de pessoas que ouvem manifestações no cemitério onde estão enterradas as 13 pessoas não identificadas que morreram dentro do elevador do Edifício Joelma quando tentavam se salvar das chamas. Por já se tratar de um caso bem sobrenatural, o conto traz uma carga mais dramática.
O quarto e último conto, "Homem na escada", do autor Victor Bonini fala de um possível sobrevivente vivendo no Edifício Joelma em tempos futuros do dia da tragédia e um caso envolvendo mortes misteriosas.
Todos os contos foram brilhantemente desenvolvidos e não sei se deixei meu lado fã falar mais alto, mas meu conto favorito foi o do Marcos DeBrito. No entanto, é bom ressaltar que todos souberam muito bem trazer o sobrenatural com maestria e que mais uma vez afirmo que o terror/suspense nacional está em ótimas mãos.
E o que falar das introduções do Tiago Toy? O autor soube trazer o tom de cada conto, fazendo com que já iniciássemos a leitura cheios de expectativas. Foi meu primeiro contato com o autor e mesmo que sendo bem breve, já pude perceber a qualidade da escrita dele.
E gente, o que falar desse debate que tivemos no Faroníacos? Foi simplesmente memorável! Contamos com a presença do Tiago Toy e Marcus Barcelos que foram super solícitos e tiraram várias dúvidas do pessoal. Falamos sobre planos futuros, repercussão da obra, enfim, "Só quem viveu sabe, Gabi".
Quer participar dos próximos debates e leituras coletivas? Procure a gente no Faroníacos.
Você pode adquirir o livro aqui.
Por Amanda Rocha