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Resenha escrita (Sem spoilers): Depois - Stephen King

  Livro: Depois
Autor: Stephen King
Editora: Suma
Páginas: 192
Nota: 4,5⭐


Sinopse

James Conklin não é uma criança comum: ele vê gente morta. Com que frequência? Jamie não sabe bem; afinal, os mortos em geral se parecem muito com os vivos. Exceto pelo fato de que eles ficam para sempre nas roupas em que morreram, e são incapazes de mentir.

Sua mãe implora para que ele mantenha essa habilidade em segredo, o que não é problema na maior parte do tempo. Pelo menos até Liz Dutton, a companheira de sua mãe e detetive do Departamento de Polícia de Nova York, aparecer na saída da escola e anunciar que precisa de ajuda.

É assim que Jamie embarca em uma corrida para desvendar o último segredo de um falecido terrorista, e começa a jornada mais assustadora de sua vida.


Minha opinião

O novo livro de King é protagonizado por Jamie. Narrado em primeira pessoa, Jamie tem 22 anos e resolve contar sua história desde a infância e como foi ser uma criança que vê e fala com mortos. 

Lógico que podemos pensar em diversas vantagens para isso, mas nem todas as pessoas são boas e nem todas as pessoas morrem de morte natural e tranquila. Isso seria realmente um dom ou uma maldição? 

Em mortes chocantes, King consegue passar para o papel todo o horror da cena de ver um morto estourado para que possamos ter o mesmo choque do menino Jamie. E eu amo a capacidade que o King tem de chocar ao descrever cenas desse teor. Tanto que uma das minhas cenas favoritas dessas é justamente em Revival, que também é do King. Sem contar que o King é ótimo escrevendo sobre crianças e sobrenatural. 

Eu sempre sinto que King coloca um pouco da essência dele em seus livros. Em Depois ele deixa muito claro quanto medo ele tem da doença de Alzheimer, algo que ele já assumiu em um entrevista que traduzi e coloquei aqui no blog. 

Apesar de um livro curto, aprendi diversas coisas com ele, até mesmo sobre o meio literário, já que a mãe do protagonista é agente literária. 

Como o livro vai se passando em diversos momentos da vida de Jamie, King adiciona vários elementos da cultura pop pra nos situar naquela determinada época e eu surtei com a menção de Fringe, já que é uma das minhas séries favoritas. E obviamente não poderia faltar as referências a livros anteriores dele, marca já registrada do autor. 

Jamie é um protagonista muito cativante. Você se diverte com ele, sofre com ele. 

E comentando um pouco sobre o final sem spoilers o King sabe muito bem como nos falar sobre mil detalhes da história fazendo com que a gente acabe desviando de algum sentindo que ele nem tem mais tanta importância, aí do nada, ele vem com a resposta pra isso deixando a gente de boca aberta com a revelação. 

Li algumas opiniões no Skoob falando que acharam o final desnecessariamente chocante

Bem, eu discordo. Primeiro porque dons sobrenaturais não precisam de explicação, segundo que o fato final não dá necessariamente uma explicação, é mais um talvez e terceiro porque estamos falando de Stephen King né? Não esperem escrúpulos. 

Acho que é um ótimo livro para quem quer iniciar a leitura de King e bem mais aterrorizante que Joyland que considero mais como suspense mas que faz parte dessa mesma linha de edições pulp junto com Colorado Kid. 

Ah, mais uma coisa: caso você pretenda ler Drácula que nem eu é importante informar que nesse livro tem spoiler de Drácula. Um bem grande inclusive que me deixou um pouco chateada. "Ain mas esse livro saiu tem séculos, nem é considerado spoiler". Se a pessoa ainda não leu, é spoiler pra ela. É isto. 

E vcs já leram Depois ou vão deixar pra Depois?

Você pode adquirir o livro em pré-venda aqui.

Por Amanda Rocha

 

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Resenha: Revil - O jogo da morte de Emersoon Lima

Livro: Revil - O jogo da morte
Autor: Emersoon Lima
Editora: Hope Nota


Sinopse
O que você faria para ter de volta quem você ama? Durante um ritual Guto,Tina e Eric receberam uma proposta tentadora: Trazer de volta do mundo dos mortos os seus pais. Para isso teriam apenas que jogar um jogo. No entanto, quando a primeira missão chega eles percebem que os jogos da morte não são tão simples assim e desistir não é uma opção. Agora é matar ou morrer.


Minha opinião

Em "Revil - o jogo da morte" conhecemos Guto, Tina, Eric e Ivan. O caminho deles se cruza em um lugar nada convencional. Guto está visitando o túmulo de seu pai, enquanto os outros 3 escolheram o local para tentar se comunicar com mortos.
No entanto eles são surpreendidos por um convite do além. E se você pudesse trazer de volta à vida pessoas que ama?
Sem nem pensar duas vezes com uma proposta tão tentadora como essa, eles topam.
Mas pode ser arriscado demais aceitar entrar nesse jogo, afinal de contas, para uma premiação tão alta assim deve ter regras bem duras, certo? E eles nem poderiam imaginar o quão difícil seria participar desse jogo e mais difícil ainda sair dele. 

Bem, como comentei no breve comentário que fiz no story, o autor Emersoon Lima, conseguiu trazer um enredo muito original e único e trazendo muito além do terror psicológico e do gore, temos um toque de suspense e drama no livro que nos faz ficar curiosos e temendo pela vida dos personagens, que por sinal, foram muito bem construídos. Temos aqui também a reflexão da vida real ao pensar sobre o luto e a dificuldade que temos em deixar partir que amamos. 

O final é extremamente condizente, satisfatório e também surpreendente.
Eu já conhecia o trabalho do autor de alguns contos no Kindle Unlimited e fiquei extremamente grata ao receber esse, que é seu primeiro livro, em primeira mão e não porque eu já sou fã do trabalho dele que tô aqui cheia de elogios não. Vocês sabem que eu gosto muito de consumir livros, séries e filmes de terror e posso falar com tranquilidade que o Emersoon não poderia ter desenvolvido uma melhor história para seu primeiro livro.
O livro sairá em breve pela Editora Hope. 

E você? Até aonde iria para trazer de volta quem ama? 

"O jogo começou pra valer - diz Guto - E agora é matar ou morrer"


⚠️ Atenção: O livro pode conter gatilhos para pessoas mais sensíveis

Por Amanda Rocha

 

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Resenha: Com sangue - Stephen King

Livro: Com sangue
Autor:  Stephen King
Editora: Suma
Páginas: 400
Nota:


Sinopse

Brilhante em narrativas curtas, King já escreveu alguns contos que viraram sucesso em todo o mundo, como as histórias que inspiraram os filmes Conta comigo e Um sonho de liberdade. Neste livro, assim como em Quatro estações e Escuridão total sem estrelas, ele cria uma coleção única e emocionante, demonstrando mais uma vez por que é considerado um dos maiores contadores de histórias de todos os tempos.

Este é um livro sobre amor, amizade, talento e justiça… em suas formas mais deturpadas. Em Com sangue, Stephen King reúne quatro contos com protagonistas inteligentes e complexos, que têm sua vida comum transformada por algum elemento inexplicável.


Minha opinião


Com Sangue é o mais novo lançamento de Stephen King, uma coletânea com quatro contos grandes, no estilo de Quatro Estações e Escuridão Total sem Estrelas.

Nessa coletânea King flerta muito com o sobrenatural, fazendo uso de histórias de fantasmas, criaturas estranhas que mudam de forma, podemos ver Stephen King em sua melhor forma, com personagens cativantes e histórias que nos fazem mergulhar de cabeça. Segue minha opinião sobre cada conto:

O Telefone do Sr. Harrigan:
No primeiro conto do livro conhecemos Craig, um garoto que faz pequenos trabalhos para o Sr. Harrigan. Anos depois, após ganhar um prêmio de 2 mil dólares em uma das raspadinhas do Sr. Harrigan, Craig decide comprar um iPhone para o patrão como forma de agradecimento, um presente que mantém os dois conectados...mesmo após a morte do Sr. Harrigan.
Nessa história, King mostra mais uma vez o quando é bom em escrever do ponto de vista de crianças, Craig é um personagem que nos apegamos rapidamente e o Sr. Harrigan não é diferente, apesar de ser um velho resmungão, é um personagem extremamente cativante. Durante a leitura desse conto, em vários momentos, senti um friozinho na espinha.

A Vida de Chuck:
Uma cidade no Maine contempla o que pode ser o fim de uma era, há vários meses a internet vem caindo e isso só vem piorando, até que um dia ela acaba de vez. Ao mesmo tempo que surgem vários outdoors com os dizeres "Charles Krantz, 39 ótimos anos! Obrigado, Chuck." Ninguém faz ideia de quem seja Chuck, mas tudo indica que o fim da internet tenha ligação direta com esse homem misterioso.
Esse, sem dúvida é o conto que mais mexe com nossas emoções, no meio do conto somos transportados diretamente para o passado e conhecemos Chuck, vemos ele crescer, descobrir um segredo terrível que está além da porta do sótão e que ele desejaria jamais ter descoberto.

Com Sangue: 
Esse é o maior conto da coletânea e marca o retorno de personagens bem queridos: Holly Gibney (Trilogia Bill Hodges e Outsider) e Jerome e Barbara Robinson (trilogia Bill Hodges). Holly está no comando da Achados e Perdidos, sua agência de investigação, ela cuida de pequenos casos como cães desaparecidos, alguém que deu um calote em uma empresa, mas a detetive acaba diante de algo muito grande quando seu instinto diz que tem algo errado com um repórter de uma emissora de TV, agora Holly precisa descobrir se realmente está acontecendo algo ou se ela está apenas projetando o que aconteceu em uma caverna no Texas.
Com Sangue é, sem dúvida, o melhor conto do livro. Holly é uma personagem incrível, posso falar com tranquilidade que é a melhor que o King criou, tanto em desenvolvimento como em matéria de cativar o leitor, Jerome e Barbara não são exceções e são de grande ajuda na empreitada de Holly nessa aventura. Recomendo fortemente que só façam a leitura desse conto após ler a trilogia Bill Hodges e o livro Outsider.

Rato:
É claro que não poderia faltar uma história sobre um escritor, não é mesmo? Drew só consegue escrever contos, durante toda a sua vida ele quis escrever um romance, mas sempre que tenta trabalhar em um, no meio da história a inspiração vai embora e ele abandona o projeto. Um dia, ele tem uma grande inspiração e decide se isolar no chalé do seu pai para poder trabalhar no que acredita que será seu primeiro e único romance. Durante sua estada, Drew encontra uma figura inusitada que diz que pode ajudá-lo a terminar o romance, mas sob uma condição bem sombria.
Esse conto é uma espécie de conto de fadas macabro (palavras do próprio Stephen King), onde podemos sentir na pele a frustração de um escritor ao ter toda uma ideia na mente e não conseguir colocar no papel. King já disse que várias vezes teve inspirações, começou a escrever, mas a história morreu. Fico imaginando como poderiam ter sido essas histórias.

A coletânea Com Sangue fala de amizade, sobre a maldade do ser humano e claro, sobre medos. Além de ser um tapa na cara de quem diz que, com a idade King está perdendo a mão pra escrita. Esse livro tem um total de zero defeitos.

Você pode adquiri-lo aqui.

Por Priscila Biancardi

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Resenha: Sol da meia-noite - Stephenie Meyer

Livro: Sol da meia-noite
Autora: Stephenie Meyer
Editora: Intrínseca
Páginas: 736
Nota⭐+🧡


Sinopse

Aguardado há mais de uma década, Sol da meia-noite, novo livro do universo de Crepúsculo, chega ao Brasil em lançamento mundial no dia 4 de agosto

Um dos maiores fenômenos editoriais dos últimos tempos, a saga Crepúsculo narra a icônica história de amor de Bella Swan, uma garota tímida e desastrada, que acaba de mudar de cidade, e Edward Cullen, um rapaz misterioso que esconde um segredo aterrorizante: é um vampiro. Desde a primeira troca de olhares, ele fez tudo para ficar longe dela, mas e se as coisas não tiverem acontecido exatamente assim?

Até agora, os leitores conheceram essa trama inesquecível apenas pelos olhos de Bella. No aguardado Sol da meia-noite, vamos testemunhar o nascimento desse amor pelo olhar de Edward, mergulhando em um universo novo, sombrio e surpreendente, cheio de revelações.

Conhecer Bella foi o que aconteceu de mais irritante e instigante em todos os anos de Edward como vampiro. À medida que conhecemos detalhes sobre seu passado e a complexidade de seus pensamentos, conseguimos entender por que Bella se tornou o eixo central de uma batalha decisiva em sua vida. Como Edward poderia seguir seu coração se isso significava colocar a amada em perigo? Do que ele seria capaz de abrir mão?

Em Sol da meia-noite, Stephenie Meyer faz um retorno triunfal ao universo de Crepúsculo e nos transporta mais uma vez para Forks, convidando-nos a revisitar cada detalhe dessa história que conquistou milhões de fãs em todo o mundo. Em meio a uma paixão cercada de perigos sobrenaturais, vamos descobrir como Edward encara seus prazeres mais profundos e as consequências devastadoras de um amor proibido e imortal.

Minha opinião


Finalmente, após mais de 10 anos chegou a vez de Edward. Fãs de todo mundo esperavam pelo Sol da Meia Noite e quando todo mundo achou que esse sonho jamais iria se realizar, Stephenie nos surpreende com esse lançamento. Até parece que tínhamos adivinhado, pois cerca de um mês antes do anúncio do novo livro nós lançamos uma Leitura Coletiva da saga Crepúsculo. Sem mais enrolação, vamos à resenha.

Começamos o livro com um Edward muito entendiado, o que é normal, afinal ele está há décadas fazendo a mesma coisa, sem ter nenhuma novidade, até que uma aluna nova chega na escola de Forks, ela tem o cheiro mais gostoso que Edward já sentiu, mas o que mais o deixa intrigado é que ele não consegue ler a mente dela, coisa que nunca foi problema pra ele, já que ele é um vampiro experiente com um dom poderoso.

"Poderia um coração congelado e morto voltar a bater? Parecia que o meu estava prestes a fazê-lo."

No início, Edward tenta de todas as formas se manter longe de Bella, afinal de contas, nada de bom poderia resultar de uma aproximação, mas ele percebe que está perdidamente apaixonado por Bella e todos os seus mistérios.

Sol da Meia-noite é um livro mais maduro, já que Edward tem mais de 100 anos, então não temos o mesmo tom de escrita dos outros livros narrados por Bella, até porque o sexo do narrador também muda.

É incrível ver como, mesmo tendo uma aparência perfeita, Edward sofre das inseguranças que assolam a maioria dos humanos, visto que ele não sabia o que Bella sentia por ele e até mesmo chegando ao ponto de pensar que ela iria achá-lo repulsivo.

É lindo saber como Edward enxerga Bella, sempre reforçando suas qualidades, sempre pensando em como ela é inteligente, altruísta e bonita, ele sempre está querendo ser alguém melhor pra merecer o amor dela. Pelo olhar de Edward, eu passei a gostar ainda mais da Bella, já que ela não fala sobre suas qualidades pois é muito insegura para poder ver as coisas boas que tem. Então esqueçam aquela Bella sem graça dos filmes. Sem contar que a Bella do filme já é bem diferente da Bella dos livros e em Sol da meia-noite isso fica ainda mais evidente, porque obviamente nenhuma pessoa se vê com os mesmos olhos que alguém que a ama a vê. Isso acontece na vida real.

Como conhecemos mais de Bella, é possível entender melhor sua mente e seus gostos apesar de Edward não lê sua mente porque Edward também é muito perceptivo. Toda aquela conversa deles em Crepúsculo arrancando detalhes da vida dela em troca de respostas dele, traz muitos mais detalhes sobre Bella que renderá certamente um outro post de curiosidades como o que já postamos sobre a saga.

"O cheiro dela queimou em minha garganta, e fiquei feliz. Essa dor significava que ela estava viva. Enquanto eu queimasse, ela estaria em segurança."

É muito interessante estar dentro da mente de Edward, pois não conhecemos apenas seus pensamentos, também podemos ver o que as outras pessoas pensam quando ele usa seu dom, então temos uma visão muito ampliada do que acontece ao redor. Inclusive isso evidencia a inveja de Jessica, o ciúme de Rosalie e a bondade de Angela.

Outro ponto do alto do livro é ficar mais perto dos Cullen e descobrir coisas novas da história deles, que nos livros narrados pela Bella não temos acesso. Nesse livro podemos acompanhar o lado mais vampiresco deles e é lindo poder ver a relação de Edward e Alice, como eles realmente parecem irmãos, mas a relação que mais me comoveu é a que Edward tem com a Esme, como ela realmente o trata, como se fosse um filho, a relação dele com Emmett também é muito legal de acompanhar. Tem um momento que os dois interagem pra ajudar Angela que simplesmente lemos com um sorriso no rosto.

É lindo de ver como Edward enxerga Carlisle como um pai e o admira. Sobre Rosalie e Jasper, não temos tanto aprofundamento, já que Jasper ainda não é tão experiente no estilo de vida adotado pelos Cullen e Rosalie se mantém afastada porque não gosta de Bella.

"Era estranho ver tudo que eu não entendia antes de Bella surgir em minha vida. Ela me transformara mais do que eu achava possível mudar sem deixar de ser eu mesmo."

Outra coisa que eu gostei muito de acompanhar foi o entusiasmo da Alice com a expectativa de ser amiga de Bella, ali ficou ainda mais claro que Edward não era o único a amar a garota. Uma grata surpresa foi saber como Emmett se sente em relação a Bella, ele gosta dela logo de cara e é um sentimento muito sincero, do tipo que sabemos que se fosse preciso, ele lutaria por ela. Esme também tem um sentimento muito forte por Bella, já que ela vê como a garota faz Edward feliz.

A única coisa que eu achei que pode ser um ponto negativo no livro é o fato de contar apenas os acontecimentos de Crepúsculo, pelo número de páginas eu achei que seria a visão de todos os livros, me decepcionei um pouco com isso, já que eu queria muito saber o que o Edward ficou fazendo depois que abandona a Bella em Lua Nova e também queria ter a visão dele dos acontecimentos de Eclipse, já que é considerado por muitos o melhor livro da saga e claro, ver como foi para Edward aquele final de Amanhecer. Mas dentro da proposta que Stephenie nos ofereceu, o livro com certeza virou favorito.

Por Amanda Rocha e Priscila Biancardi

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Em companhia das letras lançamento Raphael montes resenha thriller thriller psicológico Uma mulher no escuro vamos brincar?

Resenha: Uma mulher no escuro - Raphael Montes

Livro: Uma mulher no escuro
Autor: Raphael Montes
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 256
Nota:⭐⭐⭐⭐⭐+❤️

Uma vez comentaram sobre o meu jeito de fazer resenha. Disseram que eu colocava muita intensidade, muita paixão no texto. Eu respondi que minhas resenhas não são técnicas. Falo aqui de leitor para leitor e que quando não pudesse mais expressar todo o sentimento que o livro me causou no meu próprio blog, ele deixaria de existir.

Hoje não será diferente, pois trouxemos a resenha do mais novo livro do Raphael Montes, autor nacional do qual somos grandes fãs. Lembrando que vocês podem ler as resenhas de todos os livros do autor aqui no nosso blog: Suicidas, Dias perfeitos, O vilarejo, Jantar secreto e ainda rolou um especial de curiosidades sobre Jantar Secreto e um dossiê do Raphael Montes.

Agora que já fizemos propaganda, vamos para a resenha.

Neste novo thriller, Raphael mostra mais uma vez porque é um dos autores nacionais mais influentes da atualidade, sempre abordando temas polêmicos em seus livros anteriores, não seria diferente com Uma mulher no escuro.

No livro, somos apresentados à Victoria, que com 4 anos viu sua vida sendo destruída por um assassino que entrou em sua casa e matou a sangue frio seus pais e seu irmão, além de ter pichado o rosto de todos com tinta preta.

Victoria então com 24 anos sofre as consequências físicas e psicológicas desse dia, já que ela não consegue se relacionar com ninguém, então prefere apenas ficar em casa com seu ursinho Abu.

Mas um dia o passado bate à porta de Vic, quando ela entra em casa e encontra uma pichação em seu apartamento que é a marca do assassino dos seus pais e tudo leva a crer que Victoria está sendo observada, e agora a moça deverá encarar seu passado de frente.


Raphael consegue com maestria trazer o pior do ser humano e entregar um final surpreendente como sempre. A riqueza de detalhes no livro cria uma atmosfera tensa e faz com que o leitor fique aflito a cada descoberta feita sobre o assassino. O autor consegue nos transportar para o livro, o que acho essencial para um thriller psicológico. E o ritmo é aquele no qual já estamos habituados: A paranoia vai crescendo conforme a protagonista vai chegando mais perto de descobrir quem é o assassino pichador. Mas o clímax? Esse não tem mesmo como prever e vocês terão que conferir.

A sutileza que Raphael teve para mostrar a dificuldade da jovem de abandonar sua infância mostrando isso em pequenos detalhes, como o ursinho que sempre esteve com ela, os lacinhos para enfeitar o cabelo e a rotina de assistir desenhos animados é de uma sensibilidade incrível.

Eu costumava dizer que Raphael Montes era um mix de Gillian Flynn e Stephen King por causa da reviravolta inesperada, riqueza de detalhes e referências a livros anteriores, que a propósito nesse também tem, mas Raphael já fez seu nome na literatura e mostrou que sabe escrever thrillers como ninguém para ser comparado a outros autores. Raphael é Raphael, e só isso basta. Mal podemos esperar pelo próximo livro.

Por Amanda Rocha e Priscila Biancardi

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