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De frente com o mal: Marcelo Costa de Andrade - O vampiro de Niterói


No de frente com o mal de hoje vamos falar do Serial Killer brasileiro Marcelo Costa de Andrade.

Nome: Marcelo Costa de Andrade
Nascimento: 02/01/1967
Local: Favela da Rocinha, Rio de Janeiro
Cônjuge: Solteiro


Marcelo Costa de Andrade é um dos mais famosos serial killers brasileiros e ficou conhecido como "O vampiro de Niterói". Marcelo teve uma infância muito infeliz, seus pais se divorciaram e o mandaram para morar com os avós maternos, com os quais ele não tinha muito contato. Marcelo era constantemente chamado de retardado e burro na escola por ter repetido diversas vezes, alegava ver vultos e fantasmas durante a noite e estava sempre com algum ferimento na cabeça provocado por surras, quedas e acidentes. Também demonstrava um sinal de alerta pois nas horas livres, além de nadar e pescar, gostava de matar gatos.



Veja mais sinais de alertas no post especial de Serial Killers.


Depois de 5 anos morando com os avós, sua mãe o buscou para viver com ela, mas as brigas de casais entre a mãe e o padrasto eram constantes e eles acabaram se divorciando, e mais uma vez, Marcelo fez as malas para morar com o pai, a madrasta e os filhos deles. As brigas se fizeram presentes entre eles, na maioria das vezes o motivo delas era Marcelo. O menino era esquisito, ria à toa e não fazia amigos. Todas essas mudanças atrapalhavam em seu desempenho escolar e socialização, sendo assim, decidiram colocá-lo em um colégio interno, de onde ele acabou fugindo.

Sua mãe sempre foi muito calma e permissiva, e Marcelo estava acostumado a passar longos períodos fora de casa, e foi assim que conheceu a prostituição. Aos 13 anos, ouviu falar da Cinelândia e por achar o nome parecido com Disneylândia, resolveu se mudar para lá aos 13 anos e fazer somente visitas a sua mãe. Passou diversas vezes pela Febem e Funabem, pois juntava dinheiro da prostituição nas ruas do Rio para fazer viagens, ia viajando, pegando caronas e quando o dinheiro acabava procurava uma instituição para levá-lo de volta ao Rio de Janeiro, e de lá fugia e recomeçava o ciclo.

Chegou a ter um relacionamento longo com um homem mais velho, mas após a mudança dele para Salvador sem nem mencionar a possibilidade de levar Marcelo junto, ele voltou a morar com a mãe em Itaboraí, tentou trabalhar, embora constantemente mudasse de trabalho, e se filiou à Igreja Universal do Reino de Deus.

Em 1991, aos 24 anos, Marcelo começou a matar. Seu modus operandi era pensado no que viveu: escolhia meninos de rua, cujos pais dificilmente sentiriam falta ou demorariam para sentir falta e os atraia com doces, comida e promessas de dinheiro em troca de favores. Suas vítimas tinham entre 5 e 13 anos.

Não tinha uma maneira específica de matar, às vezes asfixiava, outras esmagava a cabeça da vítima e uma vez chegou a decapitar um dos garotos, mas sempre os estuprava. Em alguns casos, ameaçava o garoto para conseguir sexo oral e chegou a cometer necrofilia, além de retornar algumas vezes para ver o corpo morto e se masturbar olhando no rosto da vítima.

Gostava também de guardar as bermudas da vítima como uma espécie de troféu e o apelido de vampiro de Niterói se deu porque às vezes bebia o sangue das vítimas pois alegava que as crianças eram puras e iriam para o céu, ele estava as mandando para o céu e o sangue delas renovava, o tornava bonito como elas.

Nessa época, o sistema da polícia ainda não era informatizado, então demoraram a perceber a ligação entre os casos. Após o surgimento de um menino sobrevivente em busca de seu irmão que foi aliciado juntamente com ele e não sobreviveu, é que todos os casos foram ligados. O menino ajudou a encontrar o local de trabalho de Marcelo e ele, com muita frieza, confessou todos os crimes. Marcelo matou no total 13 meninos e confessou ter matado um 14° quando viajou para Belo Horizonte, no entanto a investigação permanece sem resultado.

Marcelo foi considerado uma pessoa com traços psicopáticos, além de diagnosticado com deficiente mental, esquizofrênico e portador de distúrbios comportamentais (perversão de conduta) oriundos da oligofrenia + psicopatia, e por isso foi isento de pena pelos crimes e a medida de segurança tomada para mantê-lo longe das ruas foi a internação por tempo indeterminado.

Ficou internado no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico Heitor Carrilho no Rio de Janeiro até que fugiu em 1997, sendo recapturado no Ceará menos de duas semanas depois. Em 2003 foi transferido para Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico Henrique Roxo, em Niterói, onde permanece internado até hoje, com 53 anos.

O menino que ajudou a prender Marcelo, infelizmente, faleceu um tempo depois de leucemia.


Fonte de pesquisa

Livro Made in Brazil (Arquivos Serial Killers) da autora Ilana Casoy.
Episódio de Instinto Assassino da Discovery: O vampiro de Niterói.


Para saber mais sobre o serial killer:

Livro Made in Brazil (Arquivos Serial Killers) da autora Ilana Casoy.
Livro Assassinos Seriais – o poder da sideração e do superego arcaico da psicóloga Marcela Monteiro.
Episódio de Instinto Assassino da Discovery: O vampiro de Niterói.


Glossário:

Serial Killer: Assassino em série.
Modus operandi: Modo de operação; como o indivíduo atua.
Oligrofenia
é uma doença que consiste numa deficiência mental ocasionada pela interrupção do desenvolvimento normal do sistema nervoso central, durante o período da gestação ou mesmo após o nascimento, o que pode se prolongar até os dezoito anos de idade. A oligofrenia é uma doença que pode ser de origem hereditária, ou ser adquirida precocemente e que afeta o sistema nervoso central.
FebemFundação Estadual para o Bem Estar do Menor, atualmente se chama Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente (Fundação CASA/SP)
FunabemFundação Nacional do Bem Estar do Menor, atualmente se chama Fundação para a Infância e Adolescência - FIA/RJ


Você pode adquirir o livro aqui:

Por Amanda Rocha


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De frente com o mal: Dennis Rader (BTK)


No de frente com o mal de hoje vamos falar do Serial Killer BTK.

Nome: Dennis Lynn Rader
Nascimento: 09/03/1945
Local: Pittsburgh, Kansas
Altura: Entre 1,70 e 1,80
Cônjuge: Paula Dietz (1971 a 2005)

Dennis Rader foi um dos assassinos mais cruéis de todos os tempos, seu modus operandi lhe rendeu a alcunha de BTK (bind, torture e kill), pois ele amarrava, torturava e matava suas vítimas. 

Rader sentia prazer em se estimular e se estrangular ao mesmo tempo, mas um dia isso não foi o suficiente e ele decidiu que deveria matar. Assim seu caminho cruzou com a família Otero, da família de sete membros, apenas o filho mais velho conseguiu sobreviver ao primeiro ataque de BTK, mas infelizmente esse não foi o último.

Ao contrário de duas primeiras vítimas, o BTK preferia mulheres que moravam sozinhas ou com filhos pequenos, que não tivessem cachorro em casa. Para amarrar a vítima, ele usava uma meia de nylon ou fio do telefone, e as matava, não antes de fazê-las sofrer.

Dennis Rader não tinha escrito na testa que era um serial killer, tinha um emprego normal, uma esposa, mas durante a década de 70, 80 e início de 90 ele causou pânico e terror em Wichita, Kansas. Até que um dia os assassinatos simplesmente pararam, a polícia deduziu que o assassino morreu ou foi preso por algum outro crime, mas a verdade é que o que fez Rader parar de matar foi o nascimento de sua filha. Em 2004 a polícia recebeu uma carta que supostamente seria do BTK.

Dos anos 90 até 2004 a medicina fez grandes avanços, o exame de DNA era bem mais eficaz, algo que ajudava muito na captura de criminosos, assim como a tecnologia. Como é típico de todo serial killer, Rader era muito confiante de que conseguiria se safar para sempre dos seus crimes, então um dia através dos jornais desafiou a polícia a localizá-lo através de um disquete, a polícia respondeu que ele deveria pagar pra ver. Assim após mais de 30 anos, em 2005 o BTK foi capturado.

Rader foi julgado por 10 assassinatos e condenado a 10 penas de prisões perpétuas (cerca de 175 anos) sem possibilidade de condicional, pois na época dos seus crimes o Estado do Kansas ainda não tinha pena de morte. Atualmente Rader está com 75 anos e cumpre a pena em um presídio no Kansas. 


Fonte de pesquisa

BTK Profile: Máscara da Maldade, de Roy Wenzl, Tim Potter, L. Kelly e Hurst Laviana 


Para saber mais sobre serial killer, leia também:


Glossário:

Serial Killer: Assassino em série.
Modus operandi: Modo de operação; como o indivíduo atua.


Por Priscila Biancardi

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De frente com o mal: Jeffrey Dahmer

Hoje damos início a um novo quadro aqui no Sobre a Leitura.

O De frente com o mal vai trazer casos de pessoas más, podendo ser serial killer ou não.
E para iniciar vamos contar a história do Jeffrey Dahmer.

Nome: Jeffrey Lionel Dahmer
Nascimento: 21/05/1960
Local: Milwaukee, Wisconsin
Altura: 1,85 m
Cônjuge: Solteiro

Dahmer foi o mais famoso canibal americano. O pai de Dahmer era químico e a mãe instrutora de máquina de teletipo. Assim como a maioria dos serial killers, Jeffrey teve uma infância difícil marcada pelas brigas constantes de seus pais, mas tudo piorou quando os dois se divorciaram e o pouco de estabilidade que tinha desapareceu.

Jeffrey foi convencido a cursar uma faculdade, mas as coisas não deram certo, diante disso seu pai o deu duas opções: arrumar um emprego ou se alistar no exército. Ele optou pela segunda opção.

Nessa mesma época Jeffrey fez sua primeira vítima, revelando uma frieza que seria
característica dos seus crimes. A vítima era Steve Hicks, Dahmer o submeteu a várias
experimentos químicos como se tivesse em um laboratório, ele desmembrava a vítima para depois descartar em uma mata atrás da sua casa.

O modus operandi dele era muito sofisticado: atraía homens jovens para seu apartamento
oferecendo dinheiro, os drogava e afirmou que alguns até foram lobotomizados para fazer mais um dos seus experimentos bizarros.

Dahmer gostava de matar com as próprias mãos, estrangulando os jovens, cometia necrofilia, costumava guardar os corpos para poder se satisfazer a qualquer momento, depois iniciava o esquartejamento, separava entre partes úteis e inúteis, comia os corações e tripas, e fazia croquete de carne humana, gostava de fritar os músculos das vítimas. O motivo que o levava a comer as vítimas? Segundo Dahmer, se as comesse elas viveriam novamente através dele.

Em julho de 1991, os policiais faziam uma ronda de rotina perto do endereço de Dahmer,
quando se deparam com um rapaz que estava algemado e fugindo de alguém. O rapaz contou que estava em um encontro quando o parceiro o algemou e tentou o matar. Assim deu o endereço de seu agressor.

Ao chegar no endereço a polícia descobriu algo que chocaria o país. Na geladeira foi encontrada uma cabeça em avançado estado de decomposição, no congelador haviam mais três, mãos e pés também foram encontrados, assim como um torso humano. Sobre a pia havia um pênis fatiado pronto para ser cozido, além de outras barbaridades. No total Jeffrey Dahmer matou 17 pessoas, mas foi processado apenas por 12.

Em 1992, Jeffrey foi levado a julgamento, mas contra as recomendações dos seus  advogados ele se declarou culpado, obrigando assim a defesa a alegar que era mentalmente insano. Após ser julgado foi considerado legalmente são, culpado por múltiplos homicídios. Sua pena foi de 15 prisões perpétuas consecutivas totalizando 957 anos de reclusão. 

Em 1994 Dahmer foi assassinado por Christopher Scarver.


Fonte de pesquisa

Livro Louco ou Cruel? (Arquivos Serial Killers) da autora Ilana Casoy.


Para saber mais sobre o serial killer, leia também:



Glossário:

Serial Killer: Assassino em série.
Modus operandi: Modo de operação; como o indivíduo atua.


Você pode adquirir os livros aqui:

Por Priscila Biancardi

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Resenha: Meu amigo Dahmer - Derf Backderf

 Livro: Meu amigo Dahmer
Autor: Derf Backderf
Editora: DarkSide Books
Páginas: 288
Nota:⭐⭐⭐⭐
Leitura do mês de Agosto no projeto DarkSide Readers Team.

Sinopse

Será possível identificar os traços de personalidade de um assassino antes mesmo que ele comece a matar? Imagine descobrir que um amigo seu de escola acabou se transformando num dos mais temidos serial killers do século? Essa é a história real que o quadrinista Derf Backderf relata na graphic novel MEU AMIGO DAHMER.

MEU AMIGO DAHMER traz o perfil do psicopata Jeff Dahmer quando este ainda era um aluno do ensino médio. O autor do livro foi seu colega de turma nos anos 1970, e conviveu com o futuro “canibal de Milwaukee” com uma intimidade que Dahmer talvez só viesse a compartilhar novamente com suas vítimas. Juntos, Derf e Dahmer estudaram para provas, mataram aula, jogaram basquete.

Os dois tomaram rumos diferentes, e Derf só voltaria a saber do amigo pelo noticiário, anos depois. Em 1991, os crimes de Jeffrey Dahmer vieram à tona: necrofilia, canibalismo e uma lista de pelo menos 17 mortos, entre homens adultos e garotos. O primeiro assassinato teria acontecido meses após a formatura no colégio.

Além de remexer nos seus velhos cadernos e álbuns de fotografia, Derf consultou seus amigos de adolescência, antigos professores, os arquivos do FBI e a cobertura da mídia após a descoberta de seus crimes antes de roteirizar MEU AMIGO DAHMER.

Muitos tinham histórias do garoto que costumava fingir surtos epilépticos, que exagerava na bebida antes mesmo de ir para a aula e que parecia ter uma fixação em dissecar os animais atropelados que encontrava perto de casa. Mas quem realmente poderia prever os caminhos sombrios pelos quais ele seguiria? Seria possível evitar tamanha tragédia? Leia e tente tirar suas próprias conclusões.

MEU AMIGO DAHMER, a história (em quadrinhos) antes da história, foi premiada no Festival de Angoulême, França, em 2014, e incluída pela revista Time como um dos cinco melhores livros de não ficção de 2012. A primeira HQ da coleção Crime Scene inaugura a publicação de histórias em quadrinhos, graphic novels e mangás pela DarkSide® Graphic Novel.


Minha opinião

Logo no prefácio da Graphic Novel nos deparamos com a seguinte frase dita pelo próprio Dahmer:


E bem, Dahmer de fato tinha muitas semelhanças com diversos adolescentes por aí: problemas familiares, era de certa forma deixado de lado muitas vezes por ser o irmão mais velho e tinha suas obrigações escolares.

No entanto, fica bem claro que ele não era apenas um adolescente como qualquer outro: Dahmer era recluso, escondia sua homossexualidade por medo da homofobia e gostava de colecionar animais mortos. Ele os colocava em potes de vidros e esperava dissolver ou retirava a pele com faca porque segundo "gostava de ver como era por dentro".

Seu jeito de chamar atenção foi imitando ataques epilépticos. A galera na escola achava isso engraçado e Dahmer querendo ser notado seguiu fazendo. E assim surgiu o fã-clube Dahmer. O mais próximo que Dahmer teria de "amigos".

Derf Backderf era um dos membros desse tal fã-clube e é possível sentir muita culpa em sua escrita. Apesar dele trazer muito à tona o quanto os adultos foram irresponsáveis ao não dar a devida atenção para o comportamento estranho de Dahmer, que piorou ainda mais depois do divórcio dos pais, quando Dahmer virou alcoólatra, você consegue sentir um ressentimento nas palavras de Backderf, como se sua amizade pudesse de repente ter dado uma chance para que Dahmer não se tornasse o que se tornou.


A arte, assim como o enredo, foi feito por Backderf, que já tinha o hábito de fazer desenhos de Dahmer no colegial. É possível ver alguns desenhos originais dessa época na Graphic Novel.

Os quadros em preto e branco e alguns com poucas coisas escritas e até sem nada escrito consegue recriar bem o ambiente e sentimento solitário que Backderf imagina que Dahmer tenha vivenciado pelo que observou e estudou sobre Dahmer.

No final da Graphic Novel há todo o material e pessoal que Backderf consultou, incluindo arquivos do FBI e os pai de Dahmer (a mãe não foi de grande colaboração), para que fosse o mais fiel possível.

Esse material extra nos ensina muito sobre quem foi o serial killer Dahmer, enquanto a Graphic Novel mostra um Dahmer antes dos crimes.

Meu amigo Dahmer foi uma leitura densa e conflitosa, e não digo isso pela temática pesada, mas sim porque a gente se pega sentindo pena de alguém que sabemos que foi extremamente cruel com suas vítimas.

Mas toda essa reflexão também atiça a curiosidade pela pesquisa sobre o tema. E é possível ver que hoje em dia já é possível identificar sinais de perigo em crianças para observá-la de perto e evitar que ela se torne um serial killer ou um psicopata na fase adulta.

Então, a gente consegue entender porque nos anos 70 não conseguiram identificar esses sinais de Dahmer, mas também ter noção que todos esses níveis de maldade e sinais de perigo foram esclarecidos pelos crimes cometidos por seriais killers dessa época. Nada mais que o aprender com erros do passado para evitá-los no futuro. Óbvio que era melhor que nem tivesse ocorrido nada disso, mas de certa forma funcionou como aprendizado.

Curiosidades

A Graphic Novel foi eleita pela Time como um dos cinco melhores livros de não-ficção de 2012. A edição francesa ganhou o prêmio revelação no Festival de Angoulême em 2014 e a versão brasileira ganhou o Troféu Mix HQ em 2018 na categoria "melhor publicação de aventura/terror/fantasia".

A Graphic Novel ganhou uma adaptação cinematográfica homônima em 2017 com Ross Lynch (de O mundo sombrio de Sabrina) como Jeffrey Dahmer e Alex Wolff (de Hereditário) como Derf Backderf. O filme sustenta uma nota de 87% no importante site de avaliação cinematográfica Rotten Tomatoes. Assisti ao filme depois de terminar a Graphic Novel, apenas um detalhe foi alterado no final do filme, que embora eu entenda que seja para mostrar a maldade de Dahmer aflorando, segundo a Graphic Novel, Dahmer nunca tentou nenhuma crueldade com nenhum dos "amigos".


Acima: Jeffrey Dahmer à esquerda e Ross Lynch à direita
Abaixo: Backderf à esquerda e Alex Wolff à direita

Dahmer ao imitar os ataques epilépticos, convulsões e fala arrastada dizia ser uma imitação do decorador de sua casa que tinha paralisia cerebral.

A mãe de Dahmer, sofria de algum problema psiquiátrico, no entanto não se sabe o que era. Alguns lugares dizem apenas depressão. É comentado que ela esteve internada algumas vezes e até durante a gravidez de Dahmer chegava a ingerir cerca de 27 comprimidos por dia. 

O pai de Dahmer também lançou um livro contando um pouco da história de seu filho. O livro se chama A father's story.

Dahmer provalemente não seria um desses casos que poderiam ser evitados, porque além de assassino, Dahmer era necrófilo e canibal. Na escala de maldade criada pelo Dr. Michael Stone que tem valores de 1 a 22, Dahmer está no nível mais alto de maldade.

Dahmer não foi condenado à pena de morte por ter colaborado com a investigação. Dahmer falava calma e friamente dos crimes cometidos. Sendo assim, ele foi condenado a 16 penas de prisão perpétua, o que corresponde a mais de 900 anos. No entanto, três anos depois de ser preso, Dahmer foi morto com várias batidas de ferro, maneira similar que Dahmer utilizou para matar sua primeira vítima.

Você pode adquirir o livro aqui.

Caso queiram participar da próxima leitura no @darksidereadersteam, estaremos lendo Lady Killer, outra graphic novel da DarkSide Books. Entre em contato pelo instagram @darksidereadersteam, @blogsobrealeitura, @cafe_com_leitura, @leituraenigmatica ou @condutaliteraria.

Glossário:
Serial killer - Assassino em série.
Graphic Novel - História em quadrinhos de volume único.

Por Amanda Rocha

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Em ann rule crime scene Darkside books editora darkside serial killer ted bundy um estranho ao meu lado

Resenha: Ted Bundy - Um estranho ao meu lado, de Ann Rule

Livro: Ted Bundy - Um estranho ao meu lado
Autora: Ann Rule
Editora: DarkSide Books
Páginas: 592
Nota:⭐⭐⭐⭐


Neste livro, Ann Rule nos presenteia com um relato detalhado dos anos que conviveu com Ted Bundy, um dos serial killers mais prolíficos da história.

Ann conviveu com Ted quando ambos trabalhavam no serviço de prevenção de suicídio, e durante três anos de sua vida, Ann via Ted como um rapaz charmoso, inteligente e atencioso, e ela narra os detalhes até o fatídico dia em que todas as suspeitas de que o serial killer esteja agindo apontam para que fosse Ted.

Quando todas as suspeitas apontam para Ted, é claro que ela não acredita de imediato, mas logo fica provado que Bundy matou pelo menos 30 mulheres com requintes de crueldade.

Neste livro podemos conhecer um pouco mais de perto quem foi Ted Bundy, somos testemunhas das vezes que Ted usou seu carisma para atrair mulheres para suas garras e mais tarde como usou sua inteligência para fugir da cadeia duas vezes e entre outras coisas que você provavelmente vai se surpreender ao descobrir.

Sobre a edição

Eu nem preciso dizer muita coisa, estamos falando da editora DarkSide e mais um livro da série Crime Scene.

Livro em capa dura, letras confortáveis para ler, fitinha de cetim para marcar, além de ter vindo com 5 marcadores da coleção Darklove e a maravilhosa fita de cena do crime. Pra resumir: livro sem defeitos.

Lembrando que para adquirir o livro com os itens citados acima a compra deverá ser feita no site da própria editora.

Por Priscila Biancardi

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[Leitura Coletiva Dark] Resenha: Menina boa, menina má - Ali Land

Para quem não sabe, estamos com um grupo no Whatsapp de Leitura Coletiva Dark, ou seja, leremos durante o ano diversos livros de terror, thriller e até fantasia dark. O tema de Janeiro foi "Thriller" e o livro mais votado foi Menina boa, menina má da autora Ali Land. Caso queiram participar é só entrar em contato. O tema de fevereiro será "Terror Clássico".

Livro: Menina boa, menina má

Autora: Ali Land
Editora: Record
Páginas: 376
Nota: ⭐⭐⭐⭐ 

Sinopse

Os corações das crianças pequenas são órgãos delicados. Um começo cruel neste mundo pode moldá-los de maneiras estranhas Nome novo. Família nova. Eu. Nova. Em folha. A mãe de Annie é uma assassina em série. Um dia, Annie a denuncia para a polícia e ela é presa. Mas longe dos olhos não é longe da cabeça. Os segredos de seu passado não a deixam dormir, mesmo Annie fazendo parte agora de uma nova família e atendendo por um novo nome — Milly. Enquanto um grupo de especialistas prepara Milly para enfrentar a mãe no tribunal, ela precisa confrontar seu passado. E recomeçar. Com certeza, a partir de agora vai poder ser quem quiser... Mas a mãe de Milly é uma assassina em série. E quem sai aos seus não degenera...


Nossa opinião

Annie carrega cicatrizes na pele, na mente e no coração por conviver durante anos com uma mãe serial killer e que a maltratava, até tomar coragem e denunciar a mãe para policia.

Agora Annie virou Milly, é uma nova pessoa, tem uma nova família, ainda que temporária,  e o mais importante: tem a chance de construir uma nova história. Mas Milly não terá paz na nova família, a filha de seus pais provisórios está disposta a transformar a vida dela em um inferno, enquanto isso Milly precisa lidar com a menina boa e a menina má que há dentro dela.


A escrita de Ali Land é envolvente e por isso Milly/Annie é uma personagem bem construída. Mesmo tendo poucas páginas, o livro consegue nos chocar com as descrições, exercitar nossa empatia, nos fazer questionar nossa índole e ainda nos surpreender com o desenvolver da protagonista. É de se admirar que essa seja a primeira e única obra da autora.

Por fim, Menina boa, menina má trás uma questão muito importante: até onde nossos pais podem nos influenciar? Se nossos pais são ruins nós também estamos fadados a ser?

Por Amanda Rocha e Priscila Biancardi

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