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Resenha: Menina má - William March


Livro: Menina má
Autor: William March
Editora: DarkSide Books
Páginas: 272
Nota:⭐⭐⭐
⭐⭐
Segundo livro finalizado da #MaratonaDaCaveira do @darksidereadersteam

Sinopse

Quando nasce a maldade? Nascemos todos inocentes e somos corrompidos pelo mundo à nossa volta? Ou será a maldade uma espécie de semente que carregamos dentro de nós, capaz de brotar mesmo na mais adorável das crianças? Há 62 anos, um livro de suspense psicológico faria com que milhões de leitores discutissem apaixonadamente essa questão. Que livro era esse? Menina Má, mais um clássico que a DarkSide Books desenterra para os fãs do que há de melhor, e mais sombrio, na literatura mundial. Publicado originalmente em 1954, Menina Má se transformou quase imediatamente em um estrondoso sucesso. Polêmico, violento, assustador eram alguns adjetivoscomuns para descrever o último e mais conhecido romance de William March. Os críticos britânicos consideraram o livro “apavorantemente bom”. Ernest Hemingway se declarou um fã. Em menos de um ano, Menina Má ganharia uma montagem nos palcosda Broadway e, em 1956, uma adaptação ao cinema indicada a quatro prêmios Oscar, incluindo o de melhor atriz para a menina Patty McComarck, que interpretou Rhoda Penmark. Rhoda, a pequena malvada do título, é uma linda garotinha de 8 anos de idade. Mas quem vê a carinha de anjo, não suspeita do que ela é capaz. Seria ela a responsável pela morte de um coleguinha da escola? A indiferença da menina faz com que sua mãe, Christine, comece a investigar sobre crimes e psicopatas. Aos poucos, Christine consegue desvendar segredos terríveis sobre sua filha, e sobre o seu próprio passado também. Menina Má é um romance que influenciou não só a literatura como o cinema e a cultura pop. A crueldade escondida na inocência da pequena Rhoda Penmark serviria de inspiração para personagens clássicos do terror, como Damien, Chucky, Annabelle, Samara, de O Chamado, e o serial killer Dexter. O romance de William March, que chega as livrarias em 2016, é ainda uma excelente dica de leitura para os fãs da coleção Crime Scene, da DarkSide Books, que investiga casos reais de psicopatas. A ficção nunca antes foi tão assustadoramente real como em Menina Má.


Minha opinião

Esse é mais um livro que eu deveria ter lido há tempos. A maratona tá me ajudando a desencalhar livros da estante. Esse ganhei da Priscila e não sei porque sempre adiava a leitura.

Menina má conta a história de uma mãe vivendo sozinha com sua filha porque seu marido está em uma longa viagem de trabalho. Elas acabaram de se mudar para uma nova cidade e estão em processo de adaptação.

No entanto, conforme vamos avançando na leitura descobrimos os motivos dessa mudança de endereço e até a dificuldade de adaptação no local, visto que a menina Rhoda é expulsa do colégio.


Depois do incidente que levou à expulsão de Rhoda, a mãe de Rhoda começa a pensar mais no passado da menina e interligar algumas semelhanças nos casos sem querer enxergar a verdade na sua frente: sua filha, aquela pequena criatura de 8 anos que deveria ser um anjo, é uma psicopata.

O livro tem um ritmo muito eletrizante, Rhoda choca com sua extrema frieza e olha, que criança dissimulada! Capaz de absolutamente tudo para conseguir o que quer bancando a sonsa e disfarçando com carinhos, sorrisos e elogios da boca para fora. Também nos traz o questionamento: será que a maldade é hereditária?

É um livro chocante por termos sempre essa sensação de que crianças são puras, e não foge tanto da realidade, já que existem vários casos de crianças assassinas por aí. Nesse post temos três exemplos.

O livro traz muito aprendizado sobre a psicopatia também, trazendo vários exemplos de seriais killers reais, e apesar de ser um livro de ficção é uma ótima obra para estudar sobre o assunto. Muito bem escrito!

O livro tem uma adaptação cinematográfica de 1956 chamado "Tara Maldita".

Você pode adquirir aqui.

Por Amanda Rocha

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12 Comentários

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[Leitura Coletiva Dark] Resenha: Menina boa, menina má - Ali Land

Para quem não sabe, estamos com um grupo no Whatsapp de Leitura Coletiva Dark, ou seja, leremos durante o ano diversos livros de terror, thriller e até fantasia dark. O tema de Janeiro foi "Thriller" e o livro mais votado foi Menina boa, menina má da autora Ali Land. Caso queiram participar é só entrar em contato. O tema de fevereiro será "Terror Clássico".

Livro: Menina boa, menina má

Autora: Ali Land
Editora: Record
Páginas: 376
Nota: ⭐⭐⭐⭐ 

Sinopse

Os corações das crianças pequenas são órgãos delicados. Um começo cruel neste mundo pode moldá-los de maneiras estranhas Nome novo. Família nova. Eu. Nova. Em folha. A mãe de Annie é uma assassina em série. Um dia, Annie a denuncia para a polícia e ela é presa. Mas longe dos olhos não é longe da cabeça. Os segredos de seu passado não a deixam dormir, mesmo Annie fazendo parte agora de uma nova família e atendendo por um novo nome — Milly. Enquanto um grupo de especialistas prepara Milly para enfrentar a mãe no tribunal, ela precisa confrontar seu passado. E recomeçar. Com certeza, a partir de agora vai poder ser quem quiser... Mas a mãe de Milly é uma assassina em série. E quem sai aos seus não degenera...


Nossa opinião

Annie carrega cicatrizes na pele, na mente e no coração por conviver durante anos com uma mãe serial killer e que a maltratava, até tomar coragem e denunciar a mãe para policia.

Agora Annie virou Milly, é uma nova pessoa, tem uma nova família, ainda que temporária,  e o mais importante: tem a chance de construir uma nova história. Mas Milly não terá paz na nova família, a filha de seus pais provisórios está disposta a transformar a vida dela em um inferno, enquanto isso Milly precisa lidar com a menina boa e a menina má que há dentro dela.


A escrita de Ali Land é envolvente e por isso Milly/Annie é uma personagem bem construída. Mesmo tendo poucas páginas, o livro consegue nos chocar com as descrições, exercitar nossa empatia, nos fazer questionar nossa índole e ainda nos surpreender com o desenvolver da protagonista. É de se admirar que essa seja a primeira e única obra da autora.

Por fim, Menina boa, menina má trás uma questão muito importante: até onde nossos pais podem nos influenciar? Se nossos pais são ruins nós também estamos fadados a ser?

Por Amanda Rocha e Priscila Biancardi

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