Livro: O livro de cemitério
Autor: Neil Gaiman
Editora: Rocco
Páginas: 336
Editora: Rocco
Páginas: 336
Nota:⭐⭐⭐
Livro lido na Leitura Coletiva Dark em Julho
Temática: Fantasia Dark
Temática: Fantasia Dark
Sinopse
Enquanto seus pais e irmã são impiedosamente assassinados por um misterioso homem chamado Jack, um bebê consegue escapar de seu berço e se aventurar pelo mundo. Uma série de coincidências, aliada a uma grande dose de sorte, salva o pequeno de ter um destino tão trágico quanto o de sua família. Este é o cartão de visitas de O Livro do Cemitério, mais nova obra do cultuado britânico Neil Gaiman. Ganhador da medalha John Newberry, a mais prestigiada premiação da literatura infantojuvenil norte-americana, o livro permaneceu na lista dos mais vendidos do The New York Times por mais de 50 semanas e chega agora às livrarias do país.
Com um começo sombrio e violento, diferente do seu habitual, o escritor inglês provoca arrepios no leitor. A história do bebê sortudo e fujão começa quando ele chega à rua e sobe a colina em direção ao velho cemitério. Ele é perseguido pelo assassino de seus familiares, o homem chamado Jack. Já dentro do cemitério o neném conhece os habitantes do local. Fantasmas de outras épocas que vivem em suas covas e mausoléus e que por circunstâncias do destino são forçados a adotar e batizar o bebê, agora chamado de Ninguém Owens, o Nin, para salvá-lo do seu perseguidor.
Com ternura e talento, Gaiman narra as aventuras de Ninguém pelos caminhos do cemitério. Entre lápides e covas, junto a velhos fantasmas, almas penadas e até mesmo uma feiticeira enforcada, o leitor acompanha o crescimento de Nin, desde um pequeno bebê, até um jovem adolescente. Mas mesmo depois de todo este tempo a sombra do seu perseguidor ainda paira sobre o jovem. E o destino caminha para um embate final entre os dois, quando Ninguém descobre muito mais do que esperava sobre o mundo e as pessoas.
Minha opinião
Quem me conhece sabe que eu não li muitos livros do Gaiman, mas são sempre reações inesperadas ao ler obras do autor e é sempre intercalando. Leio um mais ou menos, um bom, outro mais ou menos.
Nesse caso, infelizmente foi mais ou menos. Veja bem, a fantasia presente no livro é impecável. A ideia central do livro simplesmente maravilhosa, mas o fato de ser escrito com elementos de canções de ninar e especialmente no formato de contos, acabou não rolando para mim. E eu entendo completamente que é um livro infantojuvenil, gosto e leio alguns livros assim.
No entanto, esse formato acaba dando uma quebrada na fluidez do enredo a cada término de capítulo e também traz capítulos grandes tornando a leitura cansativa também, e olha que eu sou fã do Stephen King, hein! Mas penso eu, que se você está oferecendo um livro com proposta infantojuvenil, se prolongar muito nos capítulos não é uma boa ideia, ainda mais sendo um livro de fantasia bem "viajadão".
Mas não vim aqui só para falar mal, certo? Como falei, a ideia central do livro é ótima e foi justamente ela que me atraiu para comprar a HQ antes mesmo de ler o livro e ora, vejam só: no formato HQ por se tratar de um formato mais sucinto funcionou muito mais!
Nunca achei que eu diria isso, mas a HQ não fica devendo nada. Conta a mesmíssima história do livro, mas sem muitos rodeios. Não possuo o volume 2 ainda, mas apenas pelo volume 1 deu pra observar todo o decorrer do livro com uma fluidez impecável, mas a resenha é sobre o livro, né? Então para ele eu dei 3/5 estrelas, mas as ilustrações do livro também são incríveis, como vocês podem ver abaixo.
Por fim, é inegável que Gaiman é bem fora da caixinha e eu esperava ter mais afinidade com o trabalho dele justamente por ter toques mais darks, mas por enquanto Coraline segue sendo meu favorito dele e acredito que me darei muito bem com Sandman (Pois é, eu ainda não desisti de você, Gaiman).
No grupo de Leitura Coletiva Dark eu fui a única que não curtiu muito. Sendo assim, o livro ganhou uma média de 8,2 (de 10).
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Por Amanda Rocha


